CIDADANIA23

PORTAL NACIONAL

Antônio Jorge critica governo federal por reduzir e atrasar repasses de recursos aos municípios

Assessoria do Parlamentar

Neste fim de semana, ao comentar a matéria do jornal O Globo, publicada na edição deste domingo, o deputado mineiro Antônio Jorge (PPS), que não tem poupado críticas aos cortes feitos pelo governo federal, lamentou a redução no aporte de recursos e o atraso dos repasses federais aos municípios. Segundo o parlamentar, não há como ignorar a crise instalada. “É notório o desemprego. O País perdeu um milhão de empregos. Esse quadro nacional tem forte impacto em Minas. O federalismo brasileiro erra ao concentrar recursos no ente federal. Paradoxalmente, essa é a esfera de governo com o menor compromisso. No setor da saúde, que já se encontrava subfinanciado, só neste ano o Governo Federal cortou mais de R$ 14 bilhões.”

A crise eliminou 1,24 milhão de empregos em 12 meses. Em setembro, o Brasil fechou o mês com 95.602 vagas formais de emprego, segundo dados Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e Previdência Social, o pior resultado para mês da série histórica iniciada em 1992. Esse resultado fica ainda pior ao se avaliar que trata-se de um mês em que o país deveria estar produzindo e o mercado se preparando para o fim do ano. Foram 1.326.735 admissões e 1.422.337 demissões. No acumulado dos últimos meses, foram fechadas 1,24 milhão de vagas. Minas foi responsável por, pelo menos, 1/3 das vagas fechadas no país. No Estado, foram 32,4 mil postos de trabalho a menos com carteira assinada, atrás somente de São Paulo, com 45,8 mil cortes. Principais setores que demitiram: serviços, construção civil, comércio, indústria de transformação, agricultura e indústria extrativa.

O deputado lembrou que em Minas o quadro tende a se agravar, uma vez que o Governo estadual aumentou, por decreto, os impostos de mais de 150 produtos, isso pouco tempo depois de ter elevado o ICMS da energia elétrica. “Querem colocar o ônus da crise na canga da sociedade mineira. O setor produtivo não aguenta mais. As prefeituras, também não. O resultado é mais desemprego em efeito cascata”, alertou. “Votei não” ao aumento da carga tributária e o faria novamente quantas vezes fosse necessário. Governar é eleger prioridades. Precisamos dar um basta. Não é possível atender às demandas da população com olhar no retrovisor.”

De acordo com a matéria do jornal O Globo, das 5.668 cidades brasileiras, 70% dependem do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O recurso federal complementa o orçamento e, quando não chega no prazo previsto, reflete na falta de pagamento dos fornecedores, suspensão de serviços e paralisação das obras.

Nenhum conteúdo relacionado

Deixe uma resposta