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Estadão cita que Rubens abandonou reunião de líderes em protesto a Cunha

Entre os líderes, acusações e constrangimento

O Estado de S. Paulo

Antigos aliados e agora partidos contrários ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) constrangeram ontem o presidente da Câmara ao interromper a reunião do colégio de líderes anunciando que, em protesto contra o peemedebista, obstruiriam as votações e deixariam de participar dos encontros em que se define a pauta do plenário.

De acordo com relatos de participantes da reunião, quando Cunha concluiu a apresentação de matérias que seriam votadas nesta semana, o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), pediu a palavra. “O PSOL, e não só o PSOL, não reconhece mais a legitimidade de sua presidência. Você não tem condições morais e políticas de continuar no comando da Casa e viemos aqui para comunicar que não participaremos mais de reuniões do colégio de líderes”, disse.

Ele foi seguido pelos líderes Rubens Bueno (PPS-PR), Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Mendonça Filho (DEM-PE). Os demais parlamentares ficaram em silêncio. A cada intervenção, Cunha reagia apaticamente com um protocolar “está registrado”. Líder da Rede, o deputado Alessandro Molon (RJ), chegou atrasado ao encontro e comunicou que acompanharia os colegas. O PSB também decidiu fazer o mesmo.

Ontem, PSDB, PSB, DEM, PPS, PSOL, Rede e Minoria obstruíram as votações envolvendo a Medida Provisória 691, que autoriza a União a vender imóveis de sua propriedade. Juntos, estes partidos têm 128 deputados, 25% do total da Casa.

Governistas

Após as manifestações contra Cunha, o líder do governo, José Guimarães (PT-i CE), se posicionou contra a obstração por temer que esse movimento inviabilize votações importantes para o Planalto. Outros líderes da base também criticaram a atitude dos opositores. “Questões políticas não podem se sobrepor às de interesse da sociedade, daquilo que no dia a dia impacta na vida do cidadão”, disse o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), ainda na reunião de líderes.

“Esta oposição passou 11 meses namorando Eduardo Cunha e agora quer tirar onda para atrapalhar o País”, disse Síl¬vio Costa (PSC-PE), vice-líder do governo. “O PSDB, o DEM, o PPS, todos os dias, tomavam café da manhã, al¬moçavam e jantavam na casa do presidente Eduardo Cu¬nha”, afirmou Costa. “No¬venta e cinco por cento de vocês têm comportamento de rato de porão, aquele que, quando o navio, em tese, co¬meça a fundar, correm. Vo¬cês não têm moral para fazer obstrução aqui. Graças a Deus, nem talento vocês têm”, disse Costa.

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