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Correio Braziliense: Recessão se aprofunda

A falta de capacidade do governo para superar as dificuldades econômicas e sair da crise política levou analistas ouvidos pelo Banco Central a piorarem as projeções do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano e de 2016. Se confirmadas as estimativas, de dois anos seguidos de retração da atividade, o país terá o pior desempenho em mais de 80 anos. Desde 1930 e 1931, não se registram dois tombos consecutivos do PIB. Para 2015, a perspectiva de retração passou de 3,15% para 3,19%. Em 2016, o salto foi de 2,01% para 2,04%.

No entender dos especialistas, mesmo que o governo consiga aprovar a meta fiscal deste ano ainda nesta semana no Congresso e reverta o deficit de R$ 30,5 bilhões previsto para 2016, levará tempo para que a atividade retome o fôlego. O estrago provocado pela presidente Dilma Rousseff na economia foi enorme. Ela permitiu a volta da inflação, que deverá fechar em 10,38% neste ano e em 6,64%, em 2016, e destruiu a confiança de empresários e consumidores.

É esse quadro preocupante de carestia que faz os analistas apostarem, cada vez mais, na manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao longo do próximo ano. Até um mês atrás, o consenso era de que o BC cortaria os juros para amenizar os efeitos da recessão. Na semana passada, porém, o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que poderá elevar a Selic caso as estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se mantenham acima do teto da meta, de 6,5%. Ninguém, porém, acredita nesse aperto. (RH)

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