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Incertezas sobre a economia aumentam com indicação de Nelson Barbosa para Fazenda

Símbolo do descompromisso do governo Dilma com o ajuste das contas públicas, a indicação do atual ministro do Planejamento Nelson Barbosa para ocupar o Ministério da Fazenda, em substituição ao demissionário Joaquim Levy, foi recebida com desconfiança pelo mercado e o setor produtivo.

O novo chefe da equipe econômica é um dos mentores e defensores da chamada “nova matriz econômica”, modelo adotado no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff que levou o País à recessão, com inflação de dois dígitos, desemprego, aumento da dívida pública e redução drásticas dos investimentos.

As incertezas sobre os rumos da economia em 2016 só aumentam com Barbosa na Fazenda, sobretudo no que diz respeito ao compromisso que a sua gestão terá com o ajuste fiscal, motivo de embates com Levy. Embora o novo ministro tenha sinalizado que vai trabalhar pelo equilíbrio fiscal, a sua indicação fez a Bolsa de São Paulo cair 2,98% e dólar fechar a sexta-feira cotado em R$ 3,9614, com alta de 1,75%.

Pedaladas

Nelson Barbosa é acusado de ser um dos artífices das chamadas pedaladas fiscais – operações não previstas na legislação usadas para maquiar o resultado das contas públicas – e corre  risco de ser condenado pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Caso isso ocorra, o novo ministro da Fazenda será proibido de exercer cargos públicos. Daí outra desconfiança sobre sua capacidade de liderar a reação contra a grave crise econômica que assola o Brasil.

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