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Jordy quer que TSE se manifeste sobre documentos que mostram propinas para campanha de Dilma

Robson Gonçalves

Deputado exalta manifestação de Sérgio Moro

O vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), cobrou nesta quarta-feira (17) manifestação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que analise a documentação enviada, na semana passada, pelo juiz federal Sérgio Moro que comprovariam a doação de recursos ilegais, oriundos do esquema de propina instalado na Petrobras, para a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff.

No despacho, Moro diz que ficou “comprovado o direcionamento de propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobras para doações eleitorais registradas”.

Como exemplo, Moro usa a sentença de condenação do ex-diretor Renato Duque e do ex-tesoureiro do PT João Vaccari, em que ele próprio conclui que foi repassada propina, de mais de R$ 4,2 milhões, entre 2008 e 2012, como doações eleitorais registradas ao Partido dos Trabalhadores.

“Aquilo que ainda era expectativa da opinião pública, pois carecia de provas materiais, se confirmou. Se confirmou que, a partir de depoimento de pessoas presas na Lava Jato, que houve repasse de recursos oriundos de propina para a campanha de Dilma e de Michel Temer. Estamos aqui pedindo a manifestação do TSE sobre este encaminhamento do juiz federal”, disse Jordy da tribuna.

O deputado do PPS lembrou que a prisão e condenação do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari, que pegou 15 anos de prisão, reforça os indícios de irregularidades na campanha eleitoral do PT.

Arnaldo Jordy fez questão  também de rebater tese difundida pelos petistas de que os escândalos no governo são factoides construídos pelas oposições ao governo federal.

“É bom lembrar que o mensalão, que botou mais de 20 pessoas na cadeia, foi um ato de delação do ex-deputado Roberto Jefferson que era da base do governo. Ele mostrou a ponta do iceberg que levou a toda investigação. Já o petrolão foi uma denúncia de uma empresa holandesa. Isto não teve nada a ver com a oposição. Foram gestos de dissidentes do governo. E o Ministério Público, a Polícia Federal – os órgãos que têm a responsabilidade de investigar, descobriram a extensão desta quadrilha que tomou poder”, concluiu.

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