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Bueno cobra de ministra medidas para resolver problemas da bacia leiteira do Paraná

Robson Gonçalves

Crise na pecuária de leite preocupa, diz líder do PPS

O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), apresentou indicação na qual solicita à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Kátia Abreu, que tome medidas para solucionar os problemas que atingem a bacia leiteira do estado do Paraná. “O ano de 2016 será de sérios desafios para o setor de pecuária de leite, que passa por sérias dificuldades”, informou Bueno à ministra.

Uma das reivindicações que o parlamentar encaminhou à ministra é o estabelecimento de uma política emergencial de garantia de preço mínimo para o leite. Segundo Bueno, a atividade leiteira está presente na maioria das propriedades nos municípios de Toledo, Marechal Cândido Rondon, Castro, Carambeí, Arapoti, Cascavel, Pitanga, Palmeira, Chopinzinho e Francisco Beltrão, ente outras. No entanto, adverte o líder, “muitos produtores já estão desfazendo as estruturas e encerrando a atividade, o que gera preocupação com a permanência do homem no campo”.

Segundo o parlamentar, o valor do preço do leite vem apresentando queda há dois anos, por causa do aumento da produção em todo o país e no mundo. “Atualmente, os valores pagos ao produtor, por litro de leite, são de R$ 0,98 e, em algumas cidades, R$ 0,85, preços que não cobrem sequer os custos para produzir – gastos com ração, medicamento, energia elétrica, diesel e silagem, além de financiamento para comprar equipamento e capacitação de pessoas”.

O deputado salientou, ainda, que a concentração da atividade nas mãos de grandes produtores é outra grande preocupação, pois eles conseguem negociar mais facilmente com empresas de laticínio e deslocam, para si, a produção de caráter familiar.

“A diminuição e até a inviabilidade dessa atividade acarretará, por certo, o esvaziamento do campo, com perdas para os pequenos produtores e consequências também para os municípios, porque a pecuária leiteira gera recursos mensais para as famílias e a maior parte deles é gasto nas cidades”, observou Bueno.

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