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Impeachment: PPS reafirma apoio pelo afastamento da presidente Dilma

Em referência a matéria “Parlamentares listam motivos para o afastamento”, na edição deste domingo (3) de O Estado de S. Paulo, o PPS (Partido Popular Socialista) esclarece que já se manifestou de forma oficial pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, e que tal decisão de apoio ao processo foi divulgada por meio de nota pública assinada pela Executiva Nacional do partido, no dia 3 de março de 2016, com o objetivo de conclamar a cidadania para o ato pró-impeachment da presidente, no último dia 13 de março.

A nota (veja a íntegra abaixo) leva em conta que o isolamento da presidente com o avanço da Lava Jato e o posicionamento de amplos setores da sociedade em favor do afastamento de Dilma estava “criando uma nova realidade política no País, na qual a construção do governo de transição tem maior chance de êxito”

Além de manifestar apoio ao juiz Sérgio Moro, repudiar as tentativas de desmoralização da Operação Lava Jato e de obstrução da justiça por parte da presidente Dilma, a nota da Executiva Nacional é enfática quanto à postura do partido sobre o impeachment:

“Entendemos que a saída da crise é política, por isso defendemos o impeachment da presidente Dilma. O afastamento dela pelo Congresso Nacional é a forma mais democrática e constitucional de superarmos a paralisia política e econômica do País, como já experimentado no impeachment do ex-presidente Collor, fato que por si só criou uma nova dinâmica no Brasil”.

Adão Cândido
Secretário de Comunicação do PPS

NOTA PÚBLICA

Todos às ruas pelo Brasil, no combate à corrupção e pelo impeachment de Dilma

O processo de isolamento do governo Dilma Rousseff se agrava com o avanço das investigações da Operação Lava Jato, colocando no centro da apuração a presidente, sob suspeita de crime de responsabilidade pelo seu envolvimento com o escândalo de corrupção na Petrobras, que veio à tona na delação do ex-líder do governo do PT, senador Delcídio do Amaral.

Amplos setores da sociedade, da Igreja Católica, de entidades como a Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) a OAB Nacional (Ordem dos Advogados do Brasil), e empresários, bem como de partidos políticos, dentre eles o PSB, PSOL e Rede, avançaram no posicionamento contra o governo, rumo à oposição, criando uma nova realidade política no País, na qual a construção do governo de transição tem maior chance de êxito.

O Partido Popular Socialista (PPS) vem a público manifestar seu apoio ao juiz federal Sérgio Moro, e à força-tarefa da Operação Lava Jato integrada pelo Ministério Público Federal, pela Receita Federal e pela Polícia Federal, diante das tentativas de barrar as investigações sobre o escândalo da Petrobras.

Repudiamos também as iniciativas para desmoralizar a Operação Lava Jato levadas a cabo pelo PT, pelo próprio governo Dilma e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que passou a ser investigado pelo MPF, sobretudo depois da última sexta-feira, quando ele foi levado coercitivamente a depor nas dependências da área presidencial do aeroporto de Congonhas, em razão das suspeitas de formação de patrimônio com recursos desviados da Petrobras por empreiteiras “amigas”.

Dilma, por sua vez, também agiu no mesmo sentido ao substituir recentemente o ministro da Justiça com nítido propósito de dificultar as investigações em curso. Além disso, em gesto nada republicano, utilizou todo o aparato de transportes e segurança da Presidência para uma visita de solidariedade a Lula, cujo nítido proposito foi desautorizar as ações da Polícia Federal, do Ministério Público e do juiz Sérgio Moro.

Entendemos que a saída da crise é política, por isso defendemos o impeachment da presidente Dilma. O afastamento dela pelo Congresso Nacional é a forma mais democrática e constitucional de superarmos a paralisia política e econômica do País, como já experimentado no impeachment do ex-presidente Collor, fato que por si só criou uma nova dinâmica no Brasil. Um outro caminho ainda poderá ser dado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no processo em curso de impugnação da chapa encabeçada por Dilma.

Impõe-se a necessidade de os partidos com representação no Congresso Nacional exigirem a renúncia imediata do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara, visando resgatar o protagonismo do Parlamento neste processo.

No próximo domingo, dia 13 de março, grandes manifestações de apoio ao combate à corrupção, à Operação Lava Jato e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff serão realizadas em todo o País.

Daí porque conclamamos todos os cidadãos e cidadãs a irem às ruas com suas famílias, levando bandeiras do Brasil, cartazes e faixas que expressem sua opinião sobre o que está acontecendo.

Ou você vai, ou ela fica!

Fora Dilma!

Comissão Executiva Nacional

Brasília, 03 de março de 2016.”

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