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Maia relata constrangimento a comitiva de deputados brasileiros em reunião do Parlasul

Robson Gonçalves

Arthur rebateria presidente do Parlasul que é aliado de Dilma

Uma comitiva de deputados federais brasileiros foi constrangida em reunião do parlamento do Mercosul, ocorrida na manhã desta segunda-feira (25), em Montevidéu, capital do Uruguai. A informação foi dada por Arthur Maia (PPS-BA), que integra o grupo.

Maia foi escolhido pela delegação brasileira para fazer uma questão de ordem sobre por que a delegação brasileira foi colocada pelo cerimonial na última fileira do espaço onde se dava o encontro, mas foi interrompido pela mesa diretora do encontro. Maia também faria um pronunciamento criticando a postura do presidente do Parlasul, Jorge Taiana, que usou a estrutura da instituição para emitir uma nota afirmando que o processo de impeachment que tramita no Brasil contra a presidente Dilma Rousseff “é um golpe parlamentar”.

Antes que o deputado baiano se pronunciasse, o microfone foi desligado. Em protesto, cerca de 17 deputados brasileiros se retiraram da sala de reuniões. Permaneceram no recinto, apenas dois parlamentares do PT e um do Psol.

“Nosso país foi desrespeitado. É um tratamento que ofendeu nossa delegação. Vamos levar o caso ao plenário do Parlasul”, disse Maia.

Os parlamentares dos países que integram o Mercosul estão em Montevidéu para participar de eventos que celebram os 25 anos do bloco econômico. Nesta terça-feira (26), as comitivas participarão de uma reunião plenária.

Nos bastidores, comenta-se que Jorge Taiana tentará levar a reunião a aprovar uma nota conjunta contra o impeachment de Dilma Rousseff. A oposição brasileira e membros de países que respeitam a soberania do Brasil prometem rechaçar o golpe do presidente do Parlasul, que integrou o governo de Nestor e Cristina Kirchner e está alinhado com o discurso dos petistas brasileiros.

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