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Carmen critica reverência a coronel da ditadura na votação do impeachment

Robson Gonçalves

Declaração de Bolsonaro escandaliza a sociedade e depõe contra a imagem do Parlamento

A deputada Carmen Zanotto (SC), em pronunciamento da tribuna, nesta quarta-feira (28), criticou a citação do nome coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra na sessão que aprovou a admissibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ao anunciar o  voto,  o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) reverenciou  Brilhante Ustra, apontado em decisão judicial como responsável por torturas  durante o regime militar.

Na avaliação de Carmen, a fala de Bolsonaro, além de inadequada, “escandalizou a sociedade  e depôs contra a imagem da Casa. “Não se pode aceitar que fatos tão graves que aconteceram em nosso país sejam usados para incitar o ódio”, disse.

Segundo a parlamentar, o momento grave por que passa o país exige que cada um cumpra com o seu papel na proteção  dos pilares democráticos. “Não é momento de regressões, a democracia já está consolidada em nosso país. Chega de  apologia ao ódio”, alertou Zanotto.

Na avaliação da deputada catarinense,  Brilhante Ustra  já recebeu  “o julgamento da sociedade brasileira e da  história”, alertou Zanotto.

PCB-PPS

Carmen destacou o papel do então PCB,  hoje, PPS, na resistência à ditadura militar no Brasil e disse que tem orgulho de ser membro de um partido cuja trajetória está intimamente ligada à resistência aos abusos do regime militar que, por mais de duas décadas, mandou no país.

“O PCB sofreu muitas perseguições e por vários anos teve que atuar na clandestinidade. Muitos de seus integrantes foram  torturados e assassinados. Mas nem por isso percebo entre os quadros do partido o incentivo ao ressentimento e  ao ódio”,  assegurou.

A deputada reforçou lembrando que o PPS sempre empenhou pela construção de um país próspero, onde se respeitem as liberdades e garantias individuais. “A nação vive  plenamente o Estado de Direito, a liberdade de imprensa, de credo e a diversidade étnica e cultural”, finalizou Carmen Zanotto.

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