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PPS reafirma luta para garantir aprovação final do impeachment de Dilma

Robson Gonçalves

Além de apoiar o afastamento definitivo de Dilma, partido está contribuindo com novo governo

O presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), afirmou, nesta quinta-feira (9), em reunião da Executiva Nacional, que o partido vai continuar atuando pela aprovação final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Ele disse que a legenda tem responsabilidade em contribuir com o governo interino de Michel Temer e  dar as condições necessárias para o País superar a grave crise e voltar a crescer.

“A nossa tarefa é garantir o impeachment de Dilma o mais rápido possível. O PPS tem o dever de manter a postura de colaboração com o novo governo”, afirmou.

Freire disse que a Câmara dos Deputados não pode mais ser presidida por Waldir Maranhão e que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) “já deveria ter caído”. Ele defendeu a aprovação de projeto de resolução de sua autoria que torna vago o cargo do presidente permitindo a realização de novas eleições para a escolha de outro parlamentar para ocupar o cargo.

O presidente do PPS reafirmou ainda durante o encontro que o PT não representa a esquerda brasileira, e que os governos Lula e Dilma protagonizaram o maior escândalo político brasileiro.

Impeachment não é golpe

Para o senador Cristovam Buarque (DF), é preciso deixar claro para a sociedade e a comunidade internacional que o processo de impeachment não é golpe.

“Temos a obrigação de desmascarar isso e deixar claro que o Senado conduz um processo legal e justo”, afirmou.

Segundo ele, o processo de impeachment não pode “ter cheiro e nem cara de golpe. O mito do Lula ainda não caiu e é muito forte entre intelectuais no exterior”, disse o senador, ao defender uma campanha internacional de desmitificação de que o processo de afastamento representaria um golpe.

A deputada ítalo-brasileira, Renata Bueno, também participou da reunião e disse que a tese de golpe adotada pelo PT ainda é forte no exterior ao citar a percepção dos fatos na Itália. Para ela, é fundamental a atuação da diplomacia brasileira para rechaçar a mentira propagada pelo PT.

“Desmistificar a tese do golpe é importante para que possamos defender lá fora o novo governo”, disse.

Verdadeira esquerda

A ex-vereadora de São Paulo, Soninha Francine (SP), lembrou que o governo do PT nunca foi de esquerda, e que sempre patrocinou os empresários e participou “dos grandes negócios”.

“Muitas vezes somos tachados de direitistas por defender o impeachment. A verdade é que foi o governo do PT que criou a bolsa empresário. Precisamos assumir essa narrativa e destacar que os governos Lula e Dilma nunca foram de esquerda. Temos que sair da defensiva e partir para o ataque“, conclamou.

Eleições 2018

O economista e dirigente do PPS-RS, Sergio Camps de Morais, afirmou que Michel Temer tem o dever de levar o Brasil para as eleições de 2018. Segundo Morais, a realização de novas eleições agora para presidente da República serviria apenas para tumultuar ainda mais o clima de incerteza políticas.

“A crise política que enfrentamos é mais profunda que o próprio processo de impeachment. A política nacional está falida porque a forma de fazer política está em crise e o parlamento brasileiro é motivo de chacota. Não acredito em reformas importantes com o Congresso que aí está. Que o impeachment ocorra. Do ponto de vista político, a transição com Temer para 2018 é a melhor opção”, defendeu.

A presidente do PPS em Minas Gerais, deputada estadual Luzia Ferreira, destacou a necessidade de Michel Temer melhorar a comunicação do novo governo com a sociedade brasileira. Ela pregou que o PMDB atue nas falhas do PT propondo, por exemplo, uma ampla reforma agrária.

Momento de expectativa

O prefeito de Vitória (ES), Luciano Rezende, disse que o momento político do Brasil é de expectativa. Ele ressaltou que Michel Temer precisa dar sinais para a população focados em mudanças positivas para o País. “Acredito que estamos vivendo uma revolução e no futuro iremos reconhecer isso de forma mais clara. Se o governo não der respostas rápidas, o discurso de golpe utilizado pelo PT pode ganhar força. Todo cuidado é pouco neste momento”, alertou.

A dirigente Raquel Dias falou sobre a importância do partido participar da mobilização pró-impeachment programada para o dia 31 de julho. Ela disse ainda que Temer precisa de uma base sólida para governar e que o PPS deve dar amplo apoio. “O novo governo tem uma missão espinhosa pela frente. Nós estamos mobilizados e temos uma ampla frente de diálogo. Os movimentos sociais do partido estão em ascensão e em fortalecimento”, disse.

TV PPS

Ao final da reunião, os membros da Executiva Nacional aprovaram por unanimidade homenagem ao seu militante histórico, Givaldo Siqueira (RJ), falecido em 2013, dando o seu nome à TV PPS. Givaldo, militante do antigo PCB e fundador do PPS, sempre se envolveu nos assuntos políticos nacionais e desempenhou tarefas importantes como secretário de comunicação da legenda.

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