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UE: Freire lamenta decisão e diz que saída do RU pode influenciar outros países da região

Robson Gonçalves

Para Freire, decisão de deixar bloco é atrasada e conservadora

O presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), lamentou a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia e adiantou que a aprovação do chamado “Brexit” pode influenciar grupos separatistas em outros países da zona do euro. Segundo o parlamentar, a opção dos ingleses é conservadora, atrasada e representa um retorno ao passado. Freire disse ainda que apesar dos reflexos globais, o Mercosul não deve ser afetado.

“Para quem, como nós, que defendemos a integração das nações, é evidente que nos sentimos derrotados com a saída do Reino Unido da União Europeia. A vitória pela permanência foi significativa nas cidades cosmopolitas da Inglaterra como Londres, Manchester e as cidades universitárias de Cambridge e Oxford. Porém, a Inglaterra que tem medo do multiculturalismo e das diversidades, a Inglaterra mais conservadora, buscou o isolamento. Pelos sinais que são dados a decisão terá repercussões econômicas para todo o mundo. Ainda não sabemos como isso se dará. Não acredito, porém, que isso afete o Mercosul”, disse.

Influência separatista

Roberto Freire destacou que algumas análises apontam que o provincianismo, o populismo e nacionalismo defendido por partidos de direita mais radicais, ou até mesmo os de esquerda mais extremistas, representam um grande adversário à União Europeia. Para o parlamentar, a decisão da Inglaterra poderá influenciar outros países a deixarem a comunidade.

“O problema é que esse movimento de sair do bloco europeu pode crescer em outros países da região. Sempre existiram movimentos contra a UE muito semelhante a este da Inglaterra. Visões provincianas e radicais são visíveis em diversos partidos políticos europeus”, criticou.

Ele disse ainda que a decisão da Inglaterra é contraditória, já que o próprio Reino Unido é uma formação institucional de nações. O presidente do PPS lembra que alguns desses países possuem clara tendência separatista e citou a Escócia como exemplo.

“O plebiscito colocou em evidência que alguns países do Reino Unido possam buscar a sua separação. Na Escócia foram amplamente e majoritariamente favoráveis a permanência na UE. Essa é umas das consequências que poderão vir no campo político”, analisou Freire.

Por fim, ele criticou o radicalismo que tomou conta do chamado “Brexit” e lembrou do assassinato da deputada trabalhista Jo Cox por um simpatizante da aprovação da proposta.

“Não podemos nos esquecer que esse processo foi tão radical que houve até o assassinato de uma parlamentar e militante política pela permanência no bloco econômico. É bom para lembramos que mesmo no Reino Unido você tem aquela violência que de vez em quando explode em nossos grotões durante campanhas políticas”, comparou o presidente do PPS.

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