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Emprego sem carteira assinada atinge 668 mil trabalhadores em 2 trimestres

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Informalidade contribui para atrasar a retomada da economia, diz o estudo

Enquanto a proposta da reforma trabalhista defendida pelo governo federal não avança e a recuperação econômica ainda é incipiente, o emprego sem carteira assinada tem sido a “alternativa” de muitos trabalhadores brasileiros para enfrentar a crise deixada pelo governo do PT.

Segundo levantamento feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado nesta quinta-feira pela Folha de S. Paulo (veja aqui a matéria no site do jornal), “entre o primeiro e o segundo trimestres de 2016, foram cortadas 226 mil vagas com carteira assinada e 259 mil pessoas deixaram de trabalhar por conta própria. Do lado informal, porém, houve uma expansão de 668 mil postos no período.”

O “fenômeno”, diz a reportagem, “contribui para atrasar a retomada da economia” e “também prejudica as receitas do governo, porque o desemprego e a migração dos trabalhadores para vagas sem carteira assinada reduz as contribuições à Previdência”.

Os dados do estudo do Ipea e do IBGE mostram que “os rendimentos do trabalho informal são, em média, 40% inferiores aos do setor formal, o que reduz o poder de compra das famílias, um dos principais motores da atividade econômica.”

O setor com maior informalidade é o da construção civil. “O número de postos de trabalho com carteira assinada” na construção civil, mostra o levantamento, “caiu 4,16% do primeiro para o segundo trimestre, enquanto as vagas informais cresceram 10,7%.”

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