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Temer descarta alta de imposto com queda do preço da gasolina, diz O Globo

Na Índia, presidente diz que não vai elevar a Cide dos combustíveis

GABRIELA VALENTE – Enviada Especial

GOA (ÍNDIA) -O presidente Michel Temer garantiu que o governo não aproveitará a queda do preço da gasolina e do diesel para — num movimento contrário — aumentar impostos sobre os combustíveis. Analistas do mercado financeiro levantaram a dúvida se o governo tentaria recompor as contas após o anúncio feito na sexta-feira pela Petrobras, quando reduziu o preço da gasolina em 3,2% e do diesel em 2,7%. A hipótese foi afastada pelo presidente na entrevista coletiva durante à viagem oficial para a Índia para participar da reuni- ão do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Aumentar a Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide) foi cogitada por ser uma saída rápida e prá- tica para melhorar a situação das contas públicas. Como o tributo é regulatório, não há necessidade de aprovação do Congresso para subir o imposto, que poderia fazer o reajuste entrar em vigor imediatamente.

— Não. A Cide não. Não há nenhuma previsão nesse momento para essa espécie de aumento — garantiu o presidente aos jornalistas.

Ele explicou que a intenção do governo é evitar qualquer alta de impostos. Lembrou que há muito tempo era cogitada a recriação da CPMF. Disse que o governo tentou evitar que isso fosse preciso.

— Nós estamos tentando evitar o quanto possível qualquer espécie de nova tributação, especialmente a CPMF. E confesso que a Cide é a primeira vez que eu ouço.

Michel Temer contou que, na quinta-feira, recebeu um telefonema do presidente da Petrobras, Pedro Parente. Ele teria dito que haveria uma reunião da diretoria e que, muito possivelmente, teria redução do valor do diesel e da gasolina. Segundo Temer, isso, evidentemente, está vinculado ao mercado internacional.

ENCONTRO COM EMPRESÁRIOS

O presidente destacou que Pedro Parente informou que os preços serão avaliados todos os meses:

— Portanto haverá uma avaliação a cada mês ou a cada dois meses tendo em vista o mercado internacional. O preço da gasolina e do diesel seguirá também os padrões internacionais. Foi isso que me disse Pedro Parente. No início da tarde de sábado (madrugada ainda no Brasil), ele teve almoço com empresários brasileiros na Índia. À noite, seguiu para jantar com os demais chefes de Estados do grupo de países emergentes. (O Globo)

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