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Wober: PPS foi vitorioso nas eleições nas eleições municipais

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Wober: Prefeitos eleitos pelo PPS têm a responsabilidade de realizar gestão eficiente

O coordenador eleitoral do PPS, Wober Junior, afirmou que o desempenho do partido nas eleições municipais, e especialmente no segundo turno, foi “extremamente positivo” com a conquista de cidades brasileiras importantes. Ele avalia que os partidos de centro-esquerda foram os principais vitoriosos, rechaça a tese adotada pelo PT e partidos aliados de que a direita venceu o pleito no Brasil e diz que o debate agora se desloca para a ética na política, com ações voltadas para a melhoria dos serviços públicos e da qualidade de vida para a sociedade.

No total, o partido elegeu 122 prefeitos e 1668 vereadores em todo o País. O destaque ficou na reeleição de Luciano Rezende, em Vitória (ES), Juninho, em Cariacica (ES) e Marcelo Rangel, na cidade de Ponta Grossa (PR). O PPS também elegeu o ex-deputado federal Humberto Souto, em Montes Claros (MG), e José Luiz Nanci, em São Gonçalo (RJ).

“O PPS disputou o segundo turno em sete municípios acima de 200 mil eleitores e vencemos em cinco. Além disso, disputamos e vencemos com um vice-prefeito em Niterói[RJ] e Ribeirão Preto [SP]. O desempenho do PPS como partido, resultado da luta política que fez, foi altamente vitorioso”, avaliou.

Wober destacou que o momento agora é pensar na administração dos municípios, principalmente em um momento em que o Brasil passa por grave crise econômica. Ele criticou o modelo adoto pelo PT ao longo dos 13 anos em que ficou no poder que, segundo o coordenador, “tirou a capacidade de investimentos de estados e municípios”.

“Agora é hora de gerir. A União, estados e municípios passam por uma grande crise. Os prefeitos do PPS possuem responsabilidade de realizar uma gestão eficiente e liderar a sua região com reformas que garantam a capacidade de investimento dos municípios. É no município que podemos institucionalizar essa vitória que tivemos. O PPS está de parabéns. O combate ao lulopetismo valeu a pena. Nós fomos perseguidos como partido, ameaçados, mas sobrevivemos”, afirmou o dirigente.

Direita no poder

O coordenador condenou a tese adotada pelo PT e partidos aliados de que a direita venceu as eleições no Brasil. Ele afirmou que o cenário político atual  não comporta debate sobre o que é direita e esquerda, mas sim, a ética na política e a melhoria dos serviços públicos e da qualidade de vida para a sociedade.

“Essa história de direita no poder é falaciosa. Não há consistência neste debate ideológico no seio da sociedade. O que o povo quer é debater os costumes, a ética e a moral na política. Assim como, a oferta de bons serviços na educação, saúde, transporte e segurança. Todos querem a organização do Estado que foi totalmente desorganizado pelas forças que estavam no poder”, disse.

Ele lembrou que o PT governou o País durante os 13 anos com amplo apoio de partidos ideologicamente de direita. Ele ressaltou que a gestão petista nunca foi de esquerda.

“Foi a esquerda que provocou esse desastre? Parte dela sim. PT e PC do B são de esquerda. Mas e o PP, o PL e PSD, por exemplo, são de esquerda? Todos estavam lá, na gestão do PT. [O governo do PT] nunca foi um governo de esquerda do ponto de vista ideológico. Contudo, como o lulopetismo foi derrotado, começaram a criar essas falsas propagandas de golpe e que a direita ganhou. Como se isso fosse resolver ou mudar algo”, ironizou Wober.

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