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Freire: Invasão do plenário da Câmara foi atentado contra a democracia

Robson Gonçalves

"Um grupo de cidadãos brasileiros veio atentar contra o livre funcionamento do Poder Legislativo", disse Freire sobre invasão

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), repudiou a invasão do plenário da Câmara dos Deputados por um grupo de pessoas que chegaram a quebrar a porta de vidro entrada, na tarde desta quarta-feira (16). “Tentar impedir o livre funcionamento dos poderes da República é crime. Não é uma coisa qualquer, mas um atentado contra a democracia”, afirmou Freire.

“O que aconteceu hoje aqui foi que um grupo de cidadãos brasileiros veio atentar contra o livre funcionamento do Poder Legislativo e invadiu o plenário da Câmara”, disse Freire. A prisão e a responsabilização dos participantes do ato, afirmou o presidente do PPS, é a atitude a ser tomada “para que a República brasileira não fique assistindo a esses atentados como se isso fosse algo normal numa democracia. Não é”.

Freire elogiou a atitude do presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ, de mandar prender os invasores e processá-los.

O deputado lembrou que o ex-senador Delcídio do Amaral foi preso por “uma coisa muito grave que foi tentar obstruir o trabalho do Poder Judiciário”. Pelo mesmo motivo, rememorou o deputado, o ex-presidente Lula está sendo processado. “Estava tentando, de forma dissimulada, é verdade, atrapalhar o trabalho da Justiça”

Da mesma forma, observou o parlamentar, o grupo de cerca de 50 manifestantes deve pagar pela invasão do plenário.

Invasão

A invasão, que paralisou a sessão da Câmara, ocorreu por volta das 15h30. Durante o protesto, os cerca de 50 manifestantes gritaram palavras de ordem contra a corrupção. Um participante do ato entrou em confronto com um dos seguranças da Câmara e houve tumulto no plenário.

“A partir do momento que pessoas resolveram invadir o Parlamento, resolveram quebrar as dependências do parlamento, entrar no plenário sem autorização, subiram na mesa da diretoria da Câmara, a ordem que eu dei ao diretor do Depol é que todos saiam presos daqui e que sejam levados à Polícia Federal, com o apoio da Polícia Federal, porque não vamos aceitar esse tipo de abuso, de agressão. Não há negociação”, disse Rodrigo Maia.

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