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PPS Diversidade repudia aumento da violência contra LGBTs no mundo

O PPS Diversidade divulgou nota pública nesta terça-feira (25) em repúdio a escalada da violência contra a comunidade LGBT em todo mundo. O documento protesta contra atrocidades na Chechênia, onde há informações da existência de campos de concentração para segregar homossexuais, e também contra o exame que é realizado na Tunísia para os homens provarem que não são gays.

“Estamos estarrecidos com a crescente violência contra LGBTs no mundo, e em contato com o Ministério das Relações Exteriores, pois consideramos que o mínimo que o Estado brasileiro pode fazer é repudiar estes atos e chamar os embaixadores para conversar no Brasil”, diz o texto assinado pelo coordenador do movimento LGBT do PPS, Eliseu Neto.

Nota de repúdio

O PPS Diversidade vem manifestar total repúdio contra a violência em todo mundo contra os LGBTs.

A Chechênia, uma das regiões da antiga União Soviética, envolvida em embates diplomáticos e bélicos com a Rússia para conseguir a sua independência, foi acusada por grupos de direitos LGBT da Rússia de ter criado um campo de concentração para homossexuais. No local, os prisioneiros estariam sendo torturados de várias formas e, inclusive, mortos.

De acordo com informações do jornal britânico Daily Mail, cerca de cem homens foram detidos no local e três foram mortos ao longo da última semana. Um dos campos estaria localizado na cidade de Argun, onde funcionava um antigo campo militar.

“Gays estão sendo detidos e estamos tentando tirá-los dos campos. Alguns até já deixaram a região. Quem escapou afirmou que esteve em salas com cerca de 30 pessoas. Eram torturados com choques elétricos e agredidos. Por vezes, até morrerem”, afirmou a ativista Svetlana Zakharova, da organização LGBT NetWork.

Em declarações à imprensa local, um dos fugitivos disse que prisioneiros são agredidos para informarem nomes e paradeiros de outros homossexuais da região. A Chechênia é reconhecidamente uma localidade bastante conservadora, muitas vezes infligindo os direitos humanos. A homofobia e a falta de suporte do Estado às causas LGBT no país têm feito com que muitos homossexuais excluam seus perfis de redes sociais. Isso por conta das estratégias utilizadas por autoridades locais de utilizar homens que fingem ser gays para identificar prender homossexuais.

“Nós só podemos contar com as autoridades da Rússia para investigar as acusações. Homossexuais na Chechênia são tratados de forma severa e estão assustados para falarem sobre isso”, informou Alexander Artemyev, da Anistia Internacional na Rússia.

A Tunísia está torturando homens para “provar” que são gays. Sim, se você for preso sob a lei antigay , as autoridades podem obrigá-lo a fazer um “exame anal”. Eles dizem que é um teste para “provar” sua orientação sexual. Isso na verdade é claramente um abuso sexual traumatizante e uma humilhação.

Há poucos dias, o Conselho Nacional de Medicina da Tunísia pediu que os médicos parem de realizar essa prática sem o consentimento das vítimas. Já é um passo no caminho certo, mas não é suficiente – afinal, a polícia ainda pode coagir as pessoas a concordar com o exame.

Veja o que disse uma vítima obrigada a se submeter a esse abuso desumano:

“Eu me senti um animal, não um ser humano… Quando vesti minhas roupas, eles me algemaram e eu saí totalmente em choque… Dois policiais ficaram olhando o que o médico fazia. Eu me senti violentado.”

Médicos e peritos forenses do mundo todo já criticaram essa prática horrenda. Até as autoridades da Tunísia sabem que ela é apenas uma forma de torturar e traumatizar as pessoas que se revelam gays.

No mês passado, dois rapazes da cidade de Sousse foram obrigados a passar pelo exame como prova de que eram gays.

Os médicos não encontraram nenhum “indício”, é claro, mas mesmo assim o casal foi condenado a oito meses de prisão.

Nós, do PPS Diversidade, estamos estarrecidos com a crescente violência contra LGBTs no mundo, e em contato com o Ministério das Relações Exteriores, pois consideramos que o mínimo que o Estado brasileiro pode fazer é repudiar estes atos e chamar os embaixadores para conversar no Brasil.

O Brasil é um País democrático e não pode coadnur com nenhum tipo de violência física ou psicológica.

Eliseu Neto

Coordenador Nacional do PPS Diversidade”

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