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Comissão vai debater abandono educacional de crianças brasileiras no Japão a pedido de Cristovam

Reprodução

De 300 mil a 500 mil crianças radicadas no Japão têm dificuldades nas escolas

A situação da educação de filhos de brasileiros que vivem com seus pais no Japão será tema de audiência na CAE (Comissão de Educação, Cultura e Esporte). O requerimento, aprovado nesta terça-feira (2), foi proposto pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF). Na estimativa do autor, entre 300 mil e 500 mil crianças e adolescentes radicados naquele país enfrentam enormes dificuldades para acompanhar as escolas japonesas, ficando numa condição de abandono em termos educacionais.

Cristovam já visitou escolas no Japão
Cristovam já visitou escolas no Japão

Mesmo os que são matriculadas em escolas brasileiras lá existentes — parte delas patrocinadas por japoneses de origem brasileira e outras que são particulares — não se encontram em melhor situação, de acordo com Cristovam. Ele disse que já visitou algumas dessas escolas e constatou que são muito frágeis, não ofertando educação em padrão aceitável de qualidade.

“As crianças, portanto, terminam abandonando as escolas. Não são brasileiras nem japonesas, e quando seus pais decidem voltar ao Brasil, elas retornam ao seu país absolutamente desadaptadas”, constatou.

Criminalidade

Para assinalar a gravidade do assunto, o senador disse que, no Japão, onde os índices de criminalidade são extremamente baixos, tem se destacado a quantidade de adolescentes brasileiros infratores. A seu ver, isso não acontece por acaso, mas surge como reflexo das dificuldades de inserção desses jovens na vida japonesa e no seu sistema educacional.

Sem antecipar sugestões, Cristovam sugeriu que seja estudada alguma forma de assistência educacional para esse grupo de compatriotas no Japão. Para debater o problema, ele incluiu entre os convidados para a futura audiência, em data a ser marcada, representantes dos Ministérios da Educação e das Relações Exteriores.

“Temos responsabilidade por essas crianças. Obviamente, vão dizer que não temos recursos, mas, na medida do possível, temos que exercer essa responsabilidade”, argumentou Cristovam. (Agência Senado)

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