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Ministério da Cultura e governo do DF definem cooperação para reforma do Teatro Nacional

A reforma do teatro em Brasília será feita em três etapas

O ministro da Cultura, Roberto Freire, e o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, definiram, nesta quarta-feira (17), os termos da cooperação entre os dois órgãos que garantirá a reforma do Teatro Nacional Cláudio Santoro, fechado desde 2014. Em audiência realizada no MinC (Ministério da Cultura), Freire e Rollemberg decidiram que será realizado um Chamamento Público para que uma Organização Social Sem Fins Lucrativos apresente projeto via Lei Rouanet à pasta, a partir do qual poderá ser feita a captação dos recursos necessários para as obras.

Rollemberg, Freire e Guilherme Reis
Rollemberg, Freire e Guilherme Reis

Participaram da reunião os presidentes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, do Banco de Brasília, Vasco Cunha Gonçalves, e do Secretário de Cultura do GDF, Guilherme Reis, além do superintendente do Iphan do Distrito Federal, Carlos Madson Reis.

Segundo Rollemberg, a expectativa é que nos próximos 60 dias seja realizado o chamamento desta O.S. que vai pleitear a apresentação do projeto junto ao MinC. O governador explicou que o GDF já assinou um contrato com o IEL (Instituto Euvaldo Lodi), para readequar o projeto arquitetônico de recuperação do teatro.

A reforma será feita em três etapas, sendo a primeira a restauração da Sala Martins Pena, bem como todas as demolições necessárias. A segunda etapa será a renovação da Sala Villa Lobos e, em seguida, o restante do Teatro Nacional. O acompanhamento da obra, segundo Rollemberg, será feito pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), contratado pelo GDF.

Para o ministro Roberto Freire, a recuperação do Teatro Nacional, um dos equipamentos culturais mais importantes de Brasília e, do País, sempre foi uma das principais preocupações desde que assumiu o Ministério da Cultura. “O interesse do MinC pela restauração do teatro coincidiu com a intenção do governador Rollemberg de assegurar a realização dessa obra. Temos o entendimento comum de que não podemos aceitar que um equipamento do porte do Teatro Nacional permaneça fechado. A responsabilidade assumida pelo governador é reabrir o teatro. O papel do Ministério da Cultura é cooperar para que essa reabertura se concretize”, destacou.

Ao final da reunião, o ministro reafirmou a disposição em contribuir com o GDF. “Estamos juntos neste propósito. Vamos trabalhar para que o projeto da Lei Rouanet seja aprovado o mais rápido possível, para que possa começar a captação de recursos. O BRB (Banco de Brasília) dará suporte financeiro suficiente para o início da arrecadação de recursos junto com outras empresas e estatais. Não tenho dúvida de que o Teatro Nacional vai despertar o interesse de todos aqueles que querem ver esse patrimônio em pleno funcionamento. Esse é um bom momento que o Ministério da Cultura e o GDF estão vivendo”, ressaltou.

O governador Rollemberg agradeceu o interesse do Ministério da Cultura em participar do esforço de recuperar esse patrimônio nacional.

Iphan

O secretário de Cultura do Iphan, Guilherme Reis, defendeu a participação do Instituto no processo de recuperação do Teatro. “O projeto, que será muito mais que uma mera reforma, deve ter o acompanhamento muito próximo do Iphan. Nossa intenção é, inclusive, pensar uma em uma proposta de concepção artística para o teatro”, disse.

O superintendente do Iphan do DF esclareceu o papel do Iphan na reforma do Teatro Nacional Cláudio Santoro, que é, isoladamente, um bem tombado pelo instituto. “Cabe ao Iphan assegurar a manutenção das características originais, o valor arquitetônico. Na restauração do Teatro Nacional, o Iphan estará lado a lado com o Governo de Brasília apoiando e discutindo o projeto de intervenção que será feita em todo o prédio. O Teatro Nacional é um dos prédios mais representativos da arquitetura moderna mundial. É preciso pensar no teatro em quatro dimensões: arquitetônica, urbana, cultural e econômica”, defendeu. (Assessoria MinC)

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