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PPS do Paraná pode ter chapa “puro sangue” em 2018

Um candidato para o PPS

Contaponto

Surge no cenário um novo pré-candidato a governador. É Cesar Silvestri Filho, do PPS. Ex-deputado, foi eleito prefeito de Guarapuava em 2012 e reeleito em 2016.

Dentro do partido, seu nome faz companhia ao de outro prefeito de cidade grande, Marcelo Rangel, de Ponta Grossa, também apontado como uma das opções da sigla para a sucessão de Beto Richa.

Tudo ainda depende das primárias que o PPS está marcando para o fim do ano, mas, por enquanto, a tendência predominante no sigla é de lançar uma chapa pura, tendo a encabeçá-la um dos dois prefeitos e, como candidato a senador, o deputado Rubens Bueno, que já foi líder do partido na Câmara e secretário-geral do diretório nacional.

Mas vontade de ser o escolhido não falta a Cesar Silvestri Filho – herdeiro de uma dinastia de políticos guarapuavanos que teve como pioneiro o avô, Moacir Silvestri, também prefeito nos anos 1960 e de pais igualmente políticos: o ex-deputado e ex-chefe da Casa Civil, Cesar Silvestri, e a deputada estadual Cristina.

Define-se como “novo” não apenas pela idade – 36 anos – como, comparativamente à longa carreira política dos demais pré-candidatos que já se apresentam para a disputa de 2018, como o senador Roberto Requião (76 anos, ex-deputado, ex-prefeito de Curitiba, duas vezes senador e três como governador); Osmar Dias (ex-secretário da Agricultura nos anos 1980 e 1990, senador duas vezes, duas vezes candidato a governador); Ratinho Jr. (novo na idade, mas já tendo sido vereador, deputado duas vezes e atualmente secretário de estado, com métodos “velhos” de fazer política); e Cida Borgheti (duas vezes deputada, estadual e federal, atual vice-governadora, esposa do deputado e ministro Ricardo Barros, há anos mentor político do numeroso clã Barros).

Cesar acredita que não somente será o mais novo, mas também o diferente nesta eleição. Levará à campanha a bagagem de prefeito que, na própria avaliação, faz uma gestão moderna, enfrentando as dificuldades financeiras do município com o apoio da iniciativa privada. Formalmente, espera firmar até o fim do ano a primeira PPP municipal do país. Será na área de iluminação pública – um projeto que vai gerar, segundo seus cálculos, R$ 40 milhões de economia e iluminação pública com lâmpadas led em toda a cidade.

Acredita que o modelo que implantou no microcosmo guarapuavano pode ser em grande transplantado para o governo estadual, com muita economia no custeio da máquina e o máximo de investimentos na infra-estrutura. Até já definiu uma prioridade: fazer a ligação por trem de Guarapuava a Paranaguá, integrando ao sistema a modesta e isolada Ferroeste, trecho de 200km que liga sua cidade a Cascavel.

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