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PT envergonha o Brasil ao apoiar a ditadura sanguinária de Maduro, critica Rubens Bueno

Robson Gonçalves

Para Rubens Bueno, a Assembleia Constituinte de Maduro nada mais é que uma transição para o endurecimento da ditadura na Venezuela

Membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e integrante do Parlamento do Mercosul, o deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) criticou nesta terça-feira (01) a postura do PT de apoiar o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro e as eleições forçadas que elegeram uma Assembleia Constituinte que tem o único objetivo de aprovar medidas que lhe deem mais poderes para se manter no governo do país. Em quatro meses de protestos contra o governo, 121 pessoas já foram mortas por forças do governo ou por milícias armadas que são apoiadas pelo regime bolivariano.

“O PT envergonha o Brasil ao apoiar a ditadura sanguinária de Maduro. Esse posicionamento não nos surpreende, mas é triste ver um partido político brasileiro, que governou nosso país durante 13 anos, apoiar uma ditadura, o sofrimento de um povo e a matança de manifestantes que clamam por uma Venezuela mais digna, democrática e justa”, disse o parlamentar.

De acordo com Rubens Bueno, a Assembleia Constituinte de Maduro nada mais é que uma transição para o endurecimento da ditadura na Venezuela. “Calam a oposição, reprimem o povo, mentem e tentam reescrever a história à sua maneira. Trata-se de uma lamentável união entre as demagogias do Brasil e da Venezuela em prol do que há de mais retrógrado no cenário político latino-americano”, avaliou o parlamentar.

Nota do PT

Em nota após a eleição de membros para a constituinte, o PT manifestou “apoio e solidariedade ao PSUV, seus aliados, e ao presidente Nicolás Maduro, frente à violenta ofensiva da direita pelo poder na Venezuela”.

Segundo Rubens Bueno, com essa postura o partido assume de vez o papel de cúmplice de um ditador sanguinário. “Uma violência contra os direitos humanos ocorrendo há anos na Venezuela e é isso que o PT tem a dizer? Lamentável”, criticou.

Para o deputado, a prisão de líderes oposicionistas só confirma os alertas feitos por forças políticas comprometidas com a democracia de que o presidente Maduro tem a intenção de intensificar os mecanismos ditatoriais no país para se manter no poder.

Regime nefasto

A partir de agora, diz Rubens Bueno, resta aos partidos e países comprometidos com a democracia ampliarem os debates em organismos internacionais para que se tomem medidas duras contra o governo de Maduro.

“Vamos ao Parlasul, a OEA e a ONU reforçar as denúncias de violação da democracia e dos direitos humanos na Venezuela e exigir a aprovação de medidas contra esse regime nefasto”, finalizou.

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