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Davi Zaia defende “ações drásticas” para recuperar a capacidade de investimentos do Estado

Os 13 anos de desgoverno do PT geraram a pior recessão da história do País e um dos maiores índices de desemprego já enfrentado pelo brasileiros, além da inflação e juros em alta. Apesar da “herança maldita” deixada pelo lulopetismo, o governo de transição, em um ano, tem conseguido dar respostas e o Brasil começa a ver os primeiros sinais, embora tímidos, de recuperação da economia e da geração de emprego. Contudo, por conta do déficit das contas públicas deixado pela ex-presidente Dilma Rousseff, o Brasil enfrenta dificuldade para retomar os investimentos.

Segundo o vice-presidente do PPS e deputado estadual Davi Zaia (SP), a única saída  para reverter a queda dos investimentos  é com a adoção de “medidas drásticas” no sentido de equilibrar as contas públicas – com déficit de R$ 159 bilhões este ano – para o governo retomar sua capacidade de investir.

"Não tem mágica"
“Não tem mágica”

“Não tem mágica. A queda dos investimentos é resultado da grave crise que passamos. Todo esse desequilíbrio foi gerado ao longo dos últimos anos e nos levou a esse déficit gigantesco.  É evidente que agora tem dificuldade para mobilizar recursos e realizar investimentos. Mal estamos dando conta de pagarmos as contas. Então, precisamos de medidas drásticas no sentido de equilibrar as contas do País e aumentar a capacidade de investimentos. Não dá para fazer investimentos e gerar mais déficit”, disse.

Investimento setorial

O dirigente do PPS afirmou que o Executivo deveria usar os “poucos recursos que tem” para financiar setores com potencial de gerar de forma rápida emprego e renda. Ele citou a construção civil como um forte candidato para receber investimentos.

“Tem que usar os poucos recursos que tem. Utilizar a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil para financiar setores que possam rapidamente gerar emprego e renda. O setor de construção civil é fundamental. Com esse déficit absurdo de moradias e com necessidade de melhorias na infraestrutura, o Brasil pode se beneficiar desse tipo de investimento. É preciso mobilizar os poucos recursos e aplicar de forma eficiente. É um dos caminhos que temos para destravar um pouco a geração da atividade econômica”, analisou.

PPPs

Davi Zaia também defendeu a celebração de PPPs (Parcerias Público- Privadas) e de estimulo para que a iniciativa privada invista na economia, ao destacar como exemplos as concessões de aeroportos, rodovias, portos e ferrovias.

“O Estado precisa fazer uma boa gestão  e procurar PPPs que permitam que a iniciativa privada, que tem recursos, possa investir em áreas onde você tenha um retorno de médio e longo prazo. Com uma boa regulação, o setor privado aceitaria botar investimentos para ser remunerado mais adiante. Já temos boas experiências. Precisamos ter legislação adequada, firme e copiar experiências consolidadas. É preciso avançar nesta área”, afirmou.

Tecnologia

O vice-presidente do PPS disse ainda que, apesar da crise, é crucial que o governo estimule o desenvolvimento e dê uma atenção especial nas áreas da ciência, conhecimento e tecnologia.

“No momento, o governo tem que priorizar questões indutoras do desenvolvimento. Acredito que não se pode descuidar da questão da ciência, conhecimento e novas tecnologias. Isso falta para o País e se ficar de fora da modernização não teremos alternativas. Digo isso porque é necessário preservar institutos universitários com capacidade de continuar pesquisas e de acompanhar o avanço do conhecimento”, defendeu.

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