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Recessão da era PT chegou ao fim em dezembro de 2016 depois de 11 trimestres, mostra FGV

Reprodução

Para especialistas, recessão poderia ter chegado ao fim no último trimestre de 2016

Depois de 11 trimestres de recessão, o País superou a mais longa crise econômica deixada pelos 13 anos de governos lulopetistas. É o que aponta estudo feito pelo Codace (Comitê de Datação de Ciclos Econômicos), grupo formado pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

De acordo com o levantamento divulgado neste sábado pelo jornal “Folha de S. Paulo” (veja abaixo), a recessão que o País mergulhou no segundo trimestre de 2014, em pleno governo da ex-presidente Dilma Rousseff, foi superada em dezembro de ano passado.

Recessão brasileira chegou ao fim em dezembro de 2016, aponta FGV

Comitê de ciclos econômicos da Fundação identificou que país sofreu por 11 trimestres

Folha de S. Paulo

A recessão em que o Brasil mergulhou no segundo trimestre de 2014 terminou no Natal do ano passado e poderá ser a mais severa que o país viveu desde, pelo menos, o início dos anos 1980.

Veja aqui a matéria no site do jornal

O Codace (Comitê de Datação de Ciclos Econômicos), grupo formado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), se reuniu na manhã desta sexta (27) e estabeleceu que a economia brasileira começou a sair do fundo do poço no último trimestre de 2016.

Com a decisão do colegiado –que determina o início e o fim de períodos de expansão e queda da atividade no Brasil–, ficou estabelecido que a recessão durou 11 trimestres, levando o PIB (Produto Interno Bruto) a uma queda acumulada de 8,6%.

A severidade de uma recessão é medida por dois critérios: sua duração em trimestres e o tamanho da queda acumulada da produção econômica.

Até então, o período recessivo mais longo havia sido o do governo Collor, entre 1989 e 1992, que se estendeu por 11 trimestres e levou a uma contração de 7,7% do PIB.

Já a recessão mais profunda foi registrada nos anos 1980, quando a economia caiu 8,5% por nove trimestres.

O ciclo mais recente empatou em duração e em magnitude com as duas piores recessões registradas nas últimas décadas. Considerando, portanto, a combinação dos dois critérios, ela poderá vir a ser considerada a mais severa da história recente.

Mas ainda é cedo para fazer esse diagnóstico porque os dados dos últimos dois anos ainda podem ser revisados pelo IBGE.

O comunicado assinado pelos sete economistas que compõem o Codace –Affonso Celso Pastore, Edmar Bacha, João Victor Issler, Marcelle Chauvet, Marco Bonomo, Paulo Picchetti e Regis Bonelli– deverá ser divulgado em breve.

Antes da decisão tomada na sexta, em entrevistas individuais dadas à Folha há alguns meses, os economistas consideravam prematuro afirmar que a recessão havia atingido um desfecho.

Como o que se via nos indicadores à época não deixava claro o movimento, os especialistas afirmavam que a recessão poderia ter chegado ao fim no último trimestre de 2016, mas consideraram que ainda não havia indicadores suficientes para concluir isso.

Embora seja um parâmetro importante, o PIB é só uma das variáveis.

O objetivo do grupo, porém, não é fazer prognósticos, mas fixar com o máximo de precisão quando a economia atinge o que chamam de picos (o fim de uma expansão) e vales (o término de uma recessão).

O Codace foi criado 2004, mas os primeiros comunicados do grupo – que não tem ligação nem com o governo nem com empresa s– foram divulgados apenas em 2009.

O grupo estabeleceu a cronologia dos ciclos econômicos desde o início da década de 1980. Estimativas indicam que a recessão mais profunda era republicana havia ocorrido entre 1930 e 1931, quando o PIB contraiu 5,3%.

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