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Valor destaca avaliações de lideranças do PPS sobre a condenação de Lula

PSDB adota cautela; para PPS ninguém está acima da lei; veja reações

Vandson Lima e Raphael Di Cunto – Valor Econômico

BRASÍLIA – Logo após a confirmação da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), poucos integrantes do PSDB fizeram manifestações públicas sobre a decisão.

Líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer foi cuidadoso e disse apenas ter “convicção que a Justiça, tanto em Curitiba quanto em Porto Alegre, analisou evidências e tomou a decisão correta. Se existe crime, deve ser punido. O eleitor quer que seus representantes cumpram as leis. Não há o que contestar e é preciso aplaudir trabalho da Justiça”.

Ricardo Ferraço (ES) foi na mesma linha. “Lula não está sendo julgado por seus atos políticos, está sendo condenado pelos crimes que cometeu contra sociedade brasileira”. Outros tucanos do Senado, como Aécio Neves (MG), não se manifestaram até o momento.

PPS

O deputado Rubens Bueno (PPS-PR) afirmou que o resultado do julgamento mostra que “ninguém está acima da lei” e que “não há mais espaço para aqueles que queiram fazer carreira na vida pública em busca de propina e corrupção”.

De acordo com Bueno, as provas contundentes contra Lula evidenciam a necessidade de se passar o país a limpo.

O líder do PPS na Câmara, Arnaldo Jordy (PA), destacou que a condenação do petista “foi extremamente técnica e zelosa”, mostrando que os magistrados não se curvaram a eventuais intimidações.

Na avaliação de Bueno, se o PT tentar viabilizar a candidatura de Lula ao comando do Palácio do Planalto em 2018 por meio de vitimização “não vai funcionar”, porque a sociedade quer “um candidato em dia com a Justiça”.

Presidente nacional do PPS, o deputado federal Roberto Freire (SP) afirmou que a próxima “gesta” (proeza) petista será desrespeitar a ficha limpa ao insistir com a candidatura de Lula.

“O ex-presidente é um ficha suja. Urna não é salvo conduto para a prática de crimes. Que se cumpra a lei”, escreveu o deputado.

MDB

Com filiados seus também implicados em investigações da Operação Lava-Jato, o MDB, partido do presidente Michel Temer, ignorou sumariamente a condenação do ex-presidente Lula.

O site do partido, Twitter e página no Facebook não fazem nenhuma menção ao julgamento. A primeira, e por enquanto única, postagem que o partido fez nas redes sociais desde o fim do julgamento do petista é um vídeo de Temer defendo a reforma da Previdência, por ocasião do dia do aposentado.

Presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que havia manifestado apoio à candidatura de Lula, afirmou por meio de sua assessoria que não vai se manifestar. Líder do governo, o senador Romero Jucá (MDB-RR) também não abordará o assunto, segundo assessores. O líder do MDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), também avisou que não falará.

Entusiasta da candidatura de Lula, Renan Calheiros, cujo vídeo defendendo o ex-presidente alcançou quase 3 milhões de pessoas dias atrás, até o momento permanece incomunicável.

PP

A senadora Ana Amélia (PP-RS) disse que a confirmação da condenação representa “um momento exemplar na história do Brasil”. Ela disse reconhecer “atos que foram muito louváveis” da parte de Lula durante seu mandato, mas disse que “isso não o torna inimputável”.

“Ele [Lula] está pagando pelo que cometeu, pelo delito cometido, comprovadamente em relação a esse caso do tríplex do Guarujá”, afirmou. “As provas foram tão robustas que os juízes aumentaram a pena imposta pelo juiz Sergio Moro.”

“Nós temos que entender esse momento exemplar na história do Brasil”, disse Ana Amélia. “E é também uma lição extraordinariamente importante não só para a juventude brasileira, mas para o meio político como um todo, de que não vale a pena sair do trilho pela desonestidade, pela corrupção”, acrescentou.

DEM

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou que a decisão torna o petista inelegível. Nas pesquisas mais recentes sobre a eleição presidencial deste ano, o petista aparecia à frente dos demais candidatos.

“Nós já sabemos que a Justiça, mais do que nunca, fez com que prevalecesse a decência ao punir o ex-presidente Lula depois de tantos crimes cometidos por ele”, disse Caiado.

Para o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), a condenação de Lula comprova que ninguém está acima da lei. “A decisão foi baseada nas leis, nos fatos e nas provas. O julgamento imparcial e isento atende ao que pede a sociedade, que espera maior rigor no combate à corrupção e à impunidade”.

Pré-candidato ao governo de Goiás pelo DEM, Caiado disse que, com a condenação de Lula, “o PT fica desfacelado”, porque não terá “condições morais” de apresentar um nome alternativo para concorrer à presidência da República em 2018. Na avaliação dele, o enfraquecimento da legenda petista reflete as ações de Lula e seus correligionários” que, segundo o senador, “assaltaram o país, destruíram as estatais, manipularam o cidadão humilde e trouxeram de volta o desemprego”.

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