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Na Folha, Arthur Maia defende votação da reforma da Previdência neste mês

É hora de decisão na Previdência, diz Temer

Em mensagem para a abertura do ano no Congresso, presidente afirma que governo já fez ajustes para suavizar projeto da reforma

Planalto ainda tenta conquistar votos para aprovar mudança na votação marcada para o próximo dia 20

Folha de S. Paulo

0 presidente Michel Temer afirmou nesta segunda (5), em mensagem ao Congresso, que seu governo já fez ajustes para suavizar o projeto da reforma da Previdência e que “chegou a hora de tomar uma decisão” sobre a proposta.

0 aviso foi dado no momento em que o Planalto ainda tenta conquistar os 308 votos necessários para aprovar as mudanças nas regras de aposentadoria, cuja votação está prevista para o dia 20.

0 governo negocia com parlamentares novas flexibilizações na proposta, mas os principais auxiliares de Temer estão pessimistas quanto à possibilidade de ampliar o placar.

Na mensagem lida pelo pri-meiro-secretário da Câmara, deputado Giacobo (PR-PR), o presidente declarou que a reforma ê urgente e apontou que o projeto enviado pelo governo no fim de 2016 já foi “amplamente discutido”.

“0 diálogo tem sido nosso método. Fizemos ajustes para atender a preocupações legítimas, para criar regras de transição mais suaves. Chegou a hora de tomar uma decisão”, afirmou Temer.

0 presidente declarou que a reforma tem o objetivo de combater desigualdades e “protege os mais pobres” —em uma referência a alterações que retiraram da proposta original reduções nos benefícios de trabalhadores rurais e idosos de baixa renda.

0 esforço do governo para acelerar as articulações, porém, foi frustrado pelo relator da reforma, deputado ArthurMaia (PPS-BA), que disse não ser possível apresentar uma versão final do projeto ainda nesta semana.

O relator argumentou que há um impasse nas negociações com as bancadas dos partidos aliados sobre as propostas de mudança no texto.

As principais alterações em debate são a criação de um sistema de transição para servidores que ingressaram na máquina pública antes de 2003 e a ampliação do limite de acúmulo de pensões e aposentadorias.

Mesmo com a dificuldade de acordo, Arthur Maia defendeu que o texto seja votado neste mês ou retirado da pauta da Câmara.“Não há como esperar. Ou vota ou tira e acaba com essa conversa. Se não votarmos em fevereiro, não há mais o que ser feito.”

Nesta segunda, a Folha mostrou que, caso o governo não consiga reunir apoio suficiente para aprovar a reforma no dia 20, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quer engavetar a proposta e deixá-la como “legado” para 2019. Em discurso na abertura do ano legislativo, Maia disse que o Congresso também tem crédito pela recuperação da economia do país e que não tem “nenhum constrangimento” em defender a reforma em público.

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