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Coordenação Nacional de Mulheres: Um novo olhar para este tempo

Nós da Coordenação Nacional Mulheres do PPS, cientes e orgulhosas da renovação que o partido vem apontando e que a ampliação da participação pública feminina permite solucionar as medidas destinadas ao atendimento das demandas sociais das mulheres, vimos solicitar que seja examinada a possibilidade, de, a exemplo da decisão tomada pelo STF, em 15 de março, de elevar para 30% o montante do fundo partidário destinado ao financiamento de campanhas para bancar candidaturas de mulheres, aplicar o mesmo percentual ao fundo eleitoral criado no ano passado.

Apesar de a mulher representar 52% do eleitorado, ocupa pouco mais de 10% dos cargos eletivos. Dados do TSE das últimas eleições mostra que apesar do Brasil estar entre as 10 maiores economias do mundo, a representação política feminina perde para todos os países da América Latina. Além disso, há estudos comprovando que os países com maior representação feminina possuem elevado índice de desenvolvimento humano.

Em 2014, 10% das cadeiras na Câmara dos Deputados foram para deputadas. No Senado, o percentual foi de 18%. As deputadas estaduais, por sua vez, somaram 11%. No Executivo, havia apenas uma mulher eleita entre os governadores. Já nas eleições municipais de 2016, as cadeiras femininas representaram 13,5% das vereadoras e 12% das prefeitas.

A cota de 30% para candidaturas de um dos gêneros, por sua vez, tem sido sistematicamente descumprida pelo uso de “candidatas laranja”. Em 2016, ainda de acordo com o TSE, 14.417 das 158.453 25 candidaturas femininas não obtiveram nenhum voto, cerca de 9% do total.

Tal proposta vem ao encontro das declarações dos nossos dirigentes que tem sido recorrente em afirmar o “PPS tem ocupado uma posição de vanguarda no sentido de se abrir efetivamente aos chamados movimentos cívicos. Temos a plena consciência de que é necessário interpretar as transformações vivenciadas pela sociedade nos mais diversos setores – o que inclui, fundamentalmente, uma aproximação com segmentos da cidadania brasileira que estavam distantes da vida partidária em função de um descrédito generalizado que atinge a classe política. ”

Se queremos ser vanguarda, estamos diante de uma excelente oportunidade para que o partido saia na frente e reafirme sua posição de olhar para frente e construir um novo país onde mulheres e homens façam essa construção juntos.

Brasília, 13 de abril de 2018.

Coordenação Nacional de Mulheres do Partido Popular Socialista

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