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Mulheres do PPS repudiam agressões do juiz Roberto Caldas contra a ex-companheira

Em nota pública (veja abaixo), a Coordenação de Mulheres do PPS repudia as agressões físicas e psicológicas atribuídas ao juiz Roberto de Figueredo Caldas contra a ex-companheira, Michella Marys Pereira.

A denúncia levou Caldas a renunciar ao cargo de representante do Brasil da Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão que trata de questões humanitárias e defesa de minorias, com sede na Costa Rica.

Ele foi indicado pela presidente Dilma Rousseff em 2011 e eleito pela 42ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos em 2012. O juiz assumiu o cargo em 2013 e o seu mandato terminaria em novembro deste ano. Entre 2016 e 2017, Caldas presidiu a corte.

Para as Mulheres do PPS, as denúncias contra o juiz “tratam-se de crimes de ódio que sob hipótese alguma deverá ficar impune”. Na nota, o núcleo feminino do partido diz que a “impunidade é fator motivador” para esse tipo de crime se propagar e aumentar o números de vítimas no País.

“Nos mulheres clamamos por suporte, seriedade e cumprimento da lei que deixa claro que toda violência seja física ou psicológica deverá ser punida”, defende as Mulheres do PPS.

Nota de repúdio

Nós, da Coordenação Nacional de Mulheres do Partido Popular Socialista, PPS, vimos por meio desta nota, manifestar nosso total repúdio aos fatos noticiados pela revista VEJA, sobre as agressões físicas e psicológicas sofridas pela ex-companheira do juiz Roberto de Figueiredo Caldas, Michella Marys Pereira.

A revista Veja obteve acesso ao Boletim de Ocorrência 1275, registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher, no final de abril, no qual constam denúncias, contra o magistrado, de injúria, agressão , espancamento, ameaça de morte e assédio sexual.

Michella descreve uma rotina de brutalidade física e psicológica, algumas gravadas em áudio ou descritas por testemunhas.

Duas das babás dos filhos do magistrado com Michella, denunciam também que foram vítimas de abuso e assédio sexual. Agravando mais ainda os fatos criminosos cometidos pelo juiz.

Diante das inúmeras violações relatadas pela ex-companheira e pelas babás, fica claro o comportamento misógino, machista, opressor e abusivo do magistrado.

Fato que agride toda classe feminina e desvirtua o real sentido de luta e propósito que tem a Corte Interamericana de Direitos Humanos da qual lamentavelmente o magistrado integra.

No Brasil os dados de Violência contra a mulher são alarmantes. O Brasil teve 4.473 homicídios dolosos de mulheres em 2017 (um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior) do total, 946 são feminicídios (dado considerado subnotificado), retrato de uma cultura machista e opressora de um País que mata Doze mulheres todos os dias em média.

As denuncias de violência física e psicológica feitas contra o juiz Roberto de Figueredo Caldas tratam-se de crimes de ódio que sob hipótese alguma deverá ficar impune, pois compreendemos que a impunidade é fator motivador para tais crimes se propaguem e os lamentáveis números de vítimas aumentarem nesse País.

Sabemos da real importância das mulheres romperem com o silêncio e denunciarem seus agressores, mas para tanto faz-se necessário que o Poder Judiciário e as autoridades competentes ajam com veemência, agilidade e justiça, pois a lentidão e o descaso são nocivos e muitas vezes letais para as mulheres vítimas dessas violências.

Nos mulheres clamamos por suporte, seriedade e cumprimento da lei que deixa claro que toda violência seja física ou psicológica deverá ser punida. E nesse misto de sentimento composto por certezas e esperanças que vamos apoiando umas às outras para que juntas possamos conseguir dar um basta a este absurdo que ainda persiste em pleno século XXI.

Coordenação Nacional de Mulheres do PPS (Partido Popular Socialista)

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