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Eliziane Gama defende intervenção do governo na política de preços da Petrobras

Robson Gonçalves

“Sabíamos que o reajuste diário dos combustíveis iria gerar o que nós estamos acompanhando no Brasil”, disse a parlamentar

A vice-líder do PPS na Câmara, deputada federal Eliziane Gama (MA), defendeu, em pronunciamento na Câmara, na noite desta terça-feira (29), a intervenção do governo federal na política de preços da Petrobras.  “Sabíamos que o reajuste diário dos combustíveis, que atende à política internacional, iria gerar o que nós estamos acompanhando no Brasil”, disse a parlamentar ao se referir à paralisação dos caminhoneiros. Eliziane acusou o governo Temer de inércia por não ter empreendido essa ação.

Para a deputada, a política de reajustes diários de álcool, gasolina e diesel é “inaceitável, pois penaliza a população brasileira, que já arca com uma carga tributária gigantesca”. A parlamentar avaliou que vários elementos acabaram por desaguar na crise que o País está atravessando.

“A Petrobras é uma empresa que, em vez de atender os interesses de seu maior acionista, que é o povo, o consumidor brasileiro, atende os interesses internacionais”, salientou. A estatal, afirmou Eliziane, não paga dividendos há quatro anos. Ela lembrou a Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou ilegalidades, como desvio de verbas.

“O desfalque foi de mais de R$ 100 bilhões; com propinas, foram mais de R$ 6 bilhões”, contabilizou. A deputada lamentou que R$ 3 bilhões tenham sido “enterrados” no seu estado, em vez de se tornar uma refinaria. Segundo Eliziane, isso frustrou a juventude maranhense e também de outros estados do Nordeste.

Para a parlamentar, “uma referência tabelada para o atendimento do povo brasileiro é condição para que não se tenha apenas uma ação paliativa”. O acordo prevê um período de duração de 30, 60 dias. Depois disso, o problema ressurgirá, prevê.

“O que estamos assistindo hoje poderá ser reiterado se o governo não agir de forma clara e direta no sentido de reformular a política de preços da Petrobras”, advertiu.

Eliziane Gama comparou os postos de combustíveis às termelétricas. “Nas termelétricas, não temos reajustes diários. Por que vamos ter a Petrobras com uma política de refino com reajustes todos os dias?”.

A deputada apelou para a unidade entre a Câmara e o presidente da República “para que possamos garantir o abastecimento e dar respostas a uma greve que tem previsão legal”. Manifestações como a dos caminhoneiros, observou ela, chacoalham e acordam o poder público para dar uma resposta que possa atender à população brasileira.

 

 

 

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