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Regis Cavalcante diz que Atlas da Violência 2018 revela “apartheid social brasileiro”

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Segundo estudo, o Brasil atingiu a taxa de 30 assassinato para cada 100 mil habitantes

O secretário de finanças do PPS, Regis Cavalcante, afirmou, ao analisar o Atlas da Violência 2018 – levantamento feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e  Fórum Brasileiro de Segurança, com base em dados do Ministério da Saúde (veja aqui e abaixo) -, que o País vive um “apartheid social” com a morte de milhares de jovens nas cidades brasileiras. Para ele, o poder público deveria investir mais em ações de prevenção e não apenas na repressão.

"Um verdadeiro genocídio"
“Um verdadeiro genocídio”

“Quem conhece o dia a dia dos bairros sabe que existe um desencontro total entre o estado e as gerações, principalmente a de jovens que vive um verdadeiro apartheid social. O poder público, quando chega para enfrentar o problema [da violência] é com ação focada unicamente na repressão. Busca apenas quem cometeu o crime ou o ato criminoso. O Estado brasileiro deveria reformular essa visão no sentido de garantir a essa juventude o apoio e o acolhimento”, defendeu.

Genocídio

Regis Cavalcante classificou as 62 mil mortes registradas em 2016 pelo estudo como “um verdadeiro genocídio”.  O número é trinta vezes superior ao total de mortes ocorridas em todos os países da Europa.

“Eu considero um genocídio. É o que há de pior acontecendo com as gerações deste País. Vemos o massacre cotidiano de jovens. Começamos a ter uma guerra paralela nesse processo com regras estabelecidas pelo crime organizado e o tráfico de drogas. Essas quase 63 mil mortes mostram o desalento e a tragédia brasileira. Quem está morrendo é o jovem pobre, negro e geralmente envolvido com a droga”, lamentou.

O Estudo

O Atlas da Violência revelou que, pela primeira vez, o Brasil atingiu a taxa de 30 assassinato para cada 100 mil habitantes. Em 2016, foram registradas 62.517 mortes sendo que 71,7% dos crimes foram cometido por armas de fogo. A última alta havia sido registrada em 2014 com 29,8 assassinatos a cada 100 mil habitantes. De acordo com o documento, o dado demonstra claramente a falência do poder público em diminuir a vulnerabilidade da população.

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