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Corte na cultura e no esporte é resultado de preconceito, afirma Freire

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Presidente do PPS defende investimentos na prevenção para o combate da violência

Ao criticar  a redução de recursos nas áreas de cultura e esporte, o presidente do PPS, Roberto Freire,  classificou a decisão do governo federal de “equívoco” e de “preconceito”. O dirigente, que divulgou nota pública (veja aqui) repudiando a medida nesta quarta-feira (13),  afirmou ser fundamental a realização de investimentos na prevenção para o combate da violência por meio de atividades culturais e esportivas.

“Não é apenas a repressão que deve ser levada em consideração na questão da segurança pública e do combate à violência. Deve-se adotar medidas preventivas, algumas ligadas diretamente com a área de segurança, para acabar com a impunidade, melhorar a investigação e a inteligência dos aparelhos policiais, e outras questões como cidades mais iluminadas e vias com maior trânsito e fluidez. Mas temos outras que não são diretamente vinculadas à segurança, com uma importância muito grande, porque são atividades culturais, socioeducativas e esportivas que ajudam com que a juventude não se enverede pelo crime”, defendeu.

Preconceito 

Segundo Freire, que foi ministro da Cultura, os cortes previstos na Medida Provisória 841/2018, principalmente em atividades culturais, representam um “grave erro” por atingirem diretamente a economia e também pela falta de compromisso da administração pública com ambas as áreas atingidas.

“As ações na cultura e no esporte previnem processos de violência. É preciso lembrar que no caso da cultura ainda tem o grave erro de não levar em consideração a própria economia. A indústria da cultura é uma das que mais se desenvolve. É de um equivoco grave essa questão. E tem mais: não é apenas neste governo. Infelizmente, são todos os governos. A primeira coisa que cortam, é isso que estão fazendo agora, é na cultura e no esporte. Como se não valessem coisa alguma, o que é um absurdo, é fruto de um preconceito”, afirmou.

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