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Para Felipe Salto, Brasil enfrenta maior crise da história e precisa recuperar capacidade de planejar

Geraldo Magela/Agência Senado

Felipe Salto, diretor IFI, que promove o seminário sobre situação fiscal nesta terça-feira

O economista Felipe Salto, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão vinculado ao Senado, disse que o Brasil atravessa “uma das maiores crises da sua história” e precisa recuperar “a capacidade de planejar”. Ele participa, nesta terça-feira (19), do seminário “Cenários Fiscais e Prioridades Orçamentárias”.

O evento começa às 9 horas, no auditório do Interlegis, em Brasília. A palestra inaugural será do ministro do Planejamento, Esteves Colnago.

“Hoje no Brasil há uma improvisação muito grande. Nós perdemos a capacidade e a necessidade de planejar. A questão da dívida pública, do dinheiro público e do orçamento público, apesar de parecer um tema árido, na verdade tem muito a ver com a vida das pessoas. Se dermos mais racionalidade para o processo orçamentário, vamos conseguir criar mais mecanismos e mais espaço para financiar mais políticas públicas, de maneira mais eficiente e eficaz”, afirmou Salto.

Desafios fiscais

Às 14 horas, os participantes do seminário analisam os desafios fiscais dos próximos quatro anos. A intenção é debater medidas que o futuro governo precisa tomar para não por em risco as metas fiscais.

A terceira mesa do seminário começa às 16h, com o tema “De olho no futuro: a reforma do processo orçamentário e a consolidação fiscal”. O objetivo é discutir a importância do orçamento público e remover entraves à participação do setor privado. Um dos debatedores é o economista Fernando Rezende, especialista em contas públicas. Ele defende a adoção de um plano estratégico para que, nos próximos 12 anos, o Brasil “consiga escapar da armadilha fiscal do baixo crescimento”.

“Por que a China está se destacando no mundo hoje? Porque ela tem planos estratégicos para 30 anos. O que o Brasil vai ser nos próximos 20 anos? Quais desafios o Brasil vai enfrentar numa nova ordem geopolítica mundial, com o deslocamento do foco para a Ásia e o avanço da economia digital? Como o Brasil vai se preparar para enfrentar esse desafio? E o que precisa ser feito para que esse desafio seja enfrentado com chance de sucesso?”, questiona.

A sessão de encerramento está marcada para as 18 horas. O evento pode ser acompanhado ao vivo pelo site do Interlegis. (Com informações da Agência Senado)

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