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Lula cobrava andamento da reforma do sítio de Atibaia (SP) via caseiro, diz testemunha

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Léo Pinheiro, da OAS, e o ex-presidente Lula em uma das visitas ao sítio Santa Bárbara

“A primeira-dama [Marisa Letícia] me pediu diretamente algumas coisas. O presidente, só através de recados. Ele nunca chegou para mim para pedir nada”. “Ele [Maradona] falava: o presidente tá perguntando quando vai ficar pronto o lago, quando que vai mexer no lago, o que está acontecendo no lago”, disse o encarregado de obras que atuou na reforma do sítio de Atibaia (SP), Misael de Jesus Oliveira, da OAS Empreendimentos, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, nesta segunda-feira (18).

A propriedade é alvo de ação penal da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é acusado de corrupção e propina nas reformas do sítio. Ao juiz Moro, o funcionário disse que participou das obras do sítio de Atibaia em 2014. A reforma teria começado logo depois do Carnaval e durado até as eleições daquele ano.

“Todas as quartas ela [Marisa Letícia] ia com o segurança e nos finais de semana. O ex-presidente eu vi duas vezes lá”, afirmou Misael, que trabalha na OAS desde agosto de 2013.

O funcionário da empreiteira contou que a ex-primeira e Maradona, o caseiro do sítio frequentado por Lula, nunca perguntaram os custos da reforma, bancados pela OAS. O encarregado das reformas no sítio Santa Bárbara estimou as obras em ‘R$ 400 mil a R$ 500 mil’ entre material e mão-de-obra.

“Quando eu saía da OAS, do escritório da Avenida Angélica, eu levava um valor em dinheiro. Junto com esses valores em dinheiro, eu fazia as compras e guardava as notas. Tudo que eu comprava lá em Atibaia, nos depósitos da região, eu prestava contas quando eu voltava para a empresa”, afirmou.

O funcionário relatou que não usava o nome da OAS para as compras. “Normalmente, eu pedia no meu nome, Misael. Pedia para entregar no endereço que era no sítio”.

Ouvido como testemunha de defesa de outros dois réus no mesmo processo, o empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e o executivo Paulo Gordilho, Misael também disse a Moro que os operários tinham que trabalhar “sob sigilo”, sem crachás da empreiteira. (Com informações das agências de notícias)

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