CIDADANIA23

PORTAL NACIONAL

Falta trabalho para 27,6 milhões de brasileiros, aponta IBGE

Reprodução - Thiago Freitas/Extra

O número de desalentados bateu novo recorde e atingiu 4,8 milhões no 2º trimestre

No País, falta trabalho atualmente para 27,6 milhões de brasileiros, mostra a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) trimestral divulgada nesta quinta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo dos dados da pesquisa, taxa de subutilização da força de trabalho no Brasil ficou em 24,6 % no 2º trimestre de 2018.

O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados (menos de 40 horas semanais trabalhadas), os desalentados (que desistiram de procurar emprego) e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos.

“O resultado ficou estatisticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2018 (24,7%) e subiu na comparação com o segundo trimestre de 2017 (23,8%)”, destacou o IBGE.

O coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, destacou que o número recorde de desalentados revela que o contingente de desempregados pode ser muito maior. Isso porque desalentado é aquele trabalhador que desistiu de procurar emprego e que isso não significa que ele recusaria uma vaga se lhe fosse oferecida. Já o desempregado é aquele que está em busca de colocação no mercado.

“Muitas dessas pessoas desalentadas sequer têm dinheiro para pagar passagem e procurar emprego”, afirma.

Apesar da queda no número de desempregados no segundo trimestre, a pesquisa do IBGE mostra que aumentou o número dos que trabalham menos do que gostariam, que saíram da força de trabalho por algum motivo pessoal ou familiar, ou que simplesmente desistiram de procurar alguma ocupação.

O número de desalentados bateu novo recorde e atingiu 4,8 milhões no segundo trimestre, 203 mil pessoas a mais em relação ao 1º trimestre. Já o número de subocupados subiu para 6,5 milhões contra 6,2 milhões nos 3 primeiros meses do ano. No trimestre encerrado em junho, o número de desempregados somou 13 milhões, contra 13,7 milhões no 1º trimestre.

As maiores taxas de subutilização foram verificadas no Piauí (40,6%), Maranhão (39,7%) e Bahia (39,7%), enquanto as menores ocorreram em Santa Catarina (10,9%), Rio Grande do Sul (15,2%) e Rondônia (15,5%).

Já as maiores taxas de desocupação no segundo trimestre do ano foram anotadas no Amapá (21,3), Alagoas (17,3%), Pernambuco (16,9%), Sergipe (16,8%) e Bahia (16,5%).

As menores taxas ficaram em Santa Catarina (6,5%), Mato Grosso do Sul (7,6%), Rio Grande do Sul (8,3%) e Mato Grosso (8,5%). No Brasil, a taxa de desocupação foi de 12,4%.

3,1 milhões buscam emprego há mais de dois anos

Os números da Pnad mostram ainda que 3,1 milhões de brasileiros procuram emprego há mais de 2 anos. Trata-se do maior número da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Este número corresponde a cerca de 24% do total de desempregados no país, que ficou em 13 milhões no 2º trimestre.

Essa população que procura emprego há mais de 2 anos é equivalente a toda a população do Uruguai ou a toda a população de Brasília.

Proporcionalmente, Amapá é o estado que tem a maior população de desempregados procurando emprego há mais de 2 anos. Lá, 49,3% dos desempregados estão nesta condição. Em SP, são 830 mil desempregados nesta condição, o que corresponde a 24,2% deste contingente

Do total de desempregados no País, a maior parte – 6 milhões – estão procurando trabalho há mais de 1 mês e a menos de 1 ano, 1,8 milhão entre 1 e 2 anos, e 1,9 milhão há menos de 1 mês. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Nenhum conteúdo relacionado

Deixe uma resposta