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Marcos do Val defende fim da divisão entre brasileiros e maior investimento na segurança pública

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O candidato afirmou que segurança pública não se faz apenas com "pancadas e balas"

O Portal do PPS entrevistou nesta semana o candidato do partido ao Senado no  Espírito Santo, Marcos do Val. Na entrevista, o militar da reserva destaca suas principais bandeiras e o que ele espera do Congresso Nacional e do País nos próximo quatro anos.

Marcos do Val defendeu maior investimento na segurança pública diante a grave situação de altos níveis de violência no País. Contudo, ele adiantou que segurança pública não se faz apenas com “balas e pancadas” e destacou ser essencial a destinação de mais recursos públicos na área social e para a geração de emprego e renda.

Marcos do Val iniciou sua carreira como militar no Exército Brasileiro. É instrutor, consultor e palestrante brasileiro da área de segurança pública. Atualmente trabalha junto com as principais forças de segurança do mundo, dentre elas a SWAT e o FBI.

Portal do PPS:  Qual é o maior desafio que o Senado terá na próxima Legislatura?

Marcos do Val – Eu acredito que [o desafio] será a renovação. Precisamos fazer [a renovação] para garantir um novo redirecionamento para o País. Acredito que esse será o desafio. Veremos se os brasileiros são coerentes com o que falam. [A sociedade] Tem pedido muito a renovação. Então espero que isso ocorra. Por isso coloquei o meu nome à disposição.

Quais são as suas principais bandeiras?

Eu milito há 20 anos na segurança pública. Sou instrutor da SWAT nos EUA e da equipe tática da Nasa. São 20 anos dando aula para as melhores polícias do mundo. Eu costumo dizer que no Brasil nós não vivemos e sim sobrevivemos. Sem a segurança pública, as empresas que possam  ter interesse em fazer investimentos no Brasil e estados podem tem  receios e preferirem ir para lugares mais seguros.

Temos o problema na saúde. Mas com a violência você acaba onerando todo o sistema [de saúde]. Se ocorre a violência, o posto de saúde não abre. A escola também não. Acaba gerando um efeito dominó. Logo se a segurança pública está com problema, a sociedade toda sofre. Vamos militar por isso. Por outro lado sempre digo que segurança pública não se faz só com tiro, bomba e pancada. É também com projeto social, geração de renda e a estruturação da família. Precisamos atualizar o Código Penal. É preciso fazer modificações em todos os setores.

O que esperar da politica nos próximos quatro anos no País?

Acredito muito nessa renovação [da política]. As pessoas querem um novo redirecionamento. O desafio é que o brasileiro não se divida entre direita e esquerda. Precisamos olhar para frente e estar unidos. É isso que vejo [ocorrer] em outros países. O Brasil é mais importante que tudo. É preciso ter esse amor pelo País e brigar por ele. O brasileiro tem uma visão de que o País  tem que fazer por ele, mas não o que ele pode fazer pelo País. John kennedy [presidente dos EUA] falava isso. Precisamos ter essa cultura de que nós precisamos servir o País. Infelizmente não temos esse pensamento coletivo. Somos muito individualistas. O desafio para os políticos nos próximos quatro anos é dar esse equilíbrio e quebrar essa divisão e intolerância.

E no Espírito Santo? O que esperar?

Nós temos aqui o Renato Casagrande [candidato a governador no estado pelo PSB ] que estamos coligados. Ele está bem nas pesquisas. Uma pessoa muito centrada. Foi um dos governadores que mais investiu em segurança pública aqui no estado. Aceitei estar neste projeto por conta dele. O estado hoje, segundo pesquisas, se preocupa mais com a segurança. [A preocupação] Está acima da saúde e educação. Vou primar por  isso. Trazer essa segurança para que o capixaba possa ir para a escola tranquilo e o professor dar aula sem medo. A saúde não gastando com despesas referentes a violência. Eu pretendo transformar o Espírito Santo num case de um estado que conseguiu reverter os seus problemas e se tornou o estado mais seguro e de melhor qualidade de vida do Brasil.

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