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Cristovam Buarque diz que cérebros de brasileiros “viram fumaça” por falta de educação

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O senador disse que é preciso um novo sistema educacional

O senador do PPS no Distrito Federal, Cristovam Buarque, lamentou o fato de o cérebro dos brasileiros estarem “virando fumaça” ao fazer uma analogia com o incêndio que consumiu o Museu Nacional da República no Rio de Janeiro no último dia 2 de setembro. A critica foi feita ao analisar a atual situação do sistema educacional brasileiro com o resultado o  Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que aponta que a segunda etapa do ensino fundamental e ensino médio no Brasil não atingiram as metas estabelecidas em 2017 (veja abaixo).

“Brasileiro quer tudo na hora”

“Estamos chocados com o incêndio no Museu Nacional, mas ano após ano nós queimamos o cérebro dos brasileiros sem perceber. O cérebro dos brasileiros estão virando fumaça por falta de educação. É isso que está acontecendo. O resultado do Ideb é concreto, esperado e não vai melhorar. O Ideb é uma sigla que não choca ninguém”, disse Cristovam sobre o principal indicador de qualidade da educação brasileira.

Globalização

O parlamentar defendeu um novo sistema educacional e afirmou que os municípios não têm as condições necessárias para garantir a qualidade do ensino. Ele destacou que, além de um novo sistema, é precisa federalizar a educação no País.

“É preciso trocar o atual sistema educacional por um novo. Eu defendo que seja federal e não apenas municipal. Não tem como os municípios darem uma boa educação em tempos de globalização. Todo o mundo global, mas a educação continua municipal”, destacou.

Falta de vontade

Cristovam Buarque disse que falta vontade em melhorar, de forma concreta, o sistema educacional. Para ele, a sociedade brasileira “não gosta de esperar e quer tudo na hora”.

“É a falta de vontade que explica isso e o Brasil não quer mudar. Querer [mudar] é dizer: vamos parar de fazer estradas e dar subsídios a indústria. Parar de gastar com Copa e Olimpíada e concentrar os esforços na educação. Mas o Brasil não quer fazer isso. O País não quer porque não sente que a educação faz falta. Saúde e segurança o povo quer, porque a violência você vê na rua. Está morrendo gente. Na saúde, pessoas nas filas dos hospitais, mas ninguém sente dor por conta do Ideb. O brasileiro, nós todos, somos um povo que, por alguma razão, não gosta de esperar. Quer tudo na hora”, afirmou.

Ideb

O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), do Ministério da Educação, apontou que a meta estabelecida para 2017 não foi cumprida pelo ensino médio, que teve avanço apenas de 0,1 pontos após estagnação de três anos. No anos finais do ensino fundamental, 6º ao 9º ano, a meta,  que foi descumprida pela primeira vez em 2013, também não atingiu o esperado. O País conseguiu cumprir apenas nos anos iniciais do ensino fundamental, etapa que vai do 1º ao 1º ano.

O Ideb é o principal indicador de qualidade da educação brasileira e avalia os ensinos fundamental e médio em todo o País com base de dados referentes a aprovação nas escolas e o desempenho dos estudantes do Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica).

O índice foi criado em 2007 com diferentes metas estabelecidas que devem ser atingidas a cada dois anos. Ele vai de 0 a 10. O objetivo é alcançar média 6 até 2021. O mesmo patamar educacional correspondente ao de países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

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