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Desemprego recua em agosto, mas ainda falta trabalho para 27,5 milhões de pessoas no País

Reprodução- Marcos Santos/USP Imagens

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,1% no trimestre encerrado em agosto

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,1% no trimestre encerrado em agosto, na quinta queda mensal consecutiva, mas ainda atinge 12,7 milhões de brasileiros, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa de subutilização –  conceito que reúne desempregados, subocupados e desalentados – ficou em 24,4% no trimestre de junho a agosto, o que representa que falta trabalho para 27,5 milhões de brasileiros.

De acordo com os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – Contínua) trata-se de um contingente 4% menor de desempregados que o registrado no trimestre até maio (529 mil pessoas a menos). Já na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, quando havia 13,1 milhões de desempregados no país, a população desocupada caiu 3,1% (menos 406 mil pessoas).

Desalentados

O número de desalentados (que desistiram de procurar emprego), que havia batido recorde no mês passado, se manteve estável em 4,8 milhões. Em 1 ano, entretanto, a alta é de 13,2% (mais 555 mil pessoas).

A população ocupada cresceu 1,3% (mais 1,2 milhão de pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior, atingindo 92,1 milhões de brasileiros. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve alta de 1,1% (mais 1 milhão de pessoas).

O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (33 milhões) ficou estável na comparação com o trimestre de março a maio, mas caiu 1,3% (-444 mil pessoas) na comparação anual.

Carteira assinada

O número de trabalhadores sem carteira assinada (11,2 milhões) também ficou estável em relação ao trimestre anterior e subiu 4% (mais 435 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Já a categoria dos trabalhadores por conta própria (23,3 milhões) cresceu 1,5% em relação ao trimestre anterior e aumentou 1,9% (mais 437 mil pessoas) na comparação anual.

Na semana passada, o Ministério do Trabalho informou que o Brasil gerou em agosto 110.431 empregos com carteira assinada, o melhor resultado para o mês nos últimos cinco anos. No acumulado do ano, segundo o governo, foram criadas 568,5 mil vagas formais.

Falta trabalho para 27,5 milhões

A taxa de subutilização ficou em 24,4% no trimestre de junho a agosto, se mantendo perto da estabilidade em relação ao trimestre de março a maio de 2018 (24,6%), o que significa que ainda falta trabalho no país para 27,5 milhões de brasileiros.

O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados (menos de 40 horas semanais trabalhadas), os desalentados (que desistiram de procurar emprego) e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos.

Renda

O rendimento médio real do trabalhador foi estimado em R$ 2.225 no trimestre de junho a agosto, apresentando segundo o IBGE estabilidade frente ao trimestre de março a maio de 2018 (R$ 2.216) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.196). A massa de rendimentos (R$ 199,9 bilhões) também permaneceu estagnada. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

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