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#ProgramaDiferente: Bolsonaro, que mito foi esse?

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Com mais de 46% dos votos válidos, ou a confiança declarada de 49.275.358 brasileiros, o presidenciável Jair Messias Bolsonaro (PSL) chega ao 2º turno das eleições de 2018, que será disputado no próximo dia 28 de outubro contra o petista Fernando Haddad, com amplo favoritismo para governar o Brasil pelos próximos quatro anos.

Neste 1º turno, mesmo afastado da campanha desde 6 de setembro para se recuperar do atentado a faca sofrido nas ruas de Juiz de Fora, fez do minúsculo PSL o 2º maior partido do Brasil, com 52 deputados federais e 4 senadores eleitos, além de já desenhar uma enorme base de sustentação no Congresso Nacional e ter garantido apoio da maioria dos futuros governadores.

A onda dessa “nova direita” liderada por Bolsonaro é avassaladora. Ele chegou perto de definir a eleição presidencial neste 7 de outubro, ao aniquilar todas as candidaturas do chamado “centro democrático” em nome do “voto útil” contra o petismo. Cresceu ao apostar no discurso conservador, no descrédito da população com a política tradicional e nessa polarização ao identificar em Lula o inimigo a ser combatido.

Tornou o filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o deputado federal mais votado da história do Brasil, com 1.843.735 votos, superando o folclórico Enéas (PRONA). O mesmo recorde, como a deputada estadual mais votada de todos os tempos, acaba de ser obtido pela advogada Janaína Paschoal (PSL-SP), autora do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo com 2.060.786 votos.

O que explica esse fenômeno Bolsonaro? O que faz dele o mais novo líder político do Brasil, com aura de mito para uma legião de seguidores fiéis? Quem é e o que pensa, afinal, este paulista da cidade de Glicério, na região de Araçatuba, capitão da reserva do Exército com trajetória política de 30 anos no Rio de Janeiro, onde se elegeu vereador pela primeira vez em 1988 e depois, a partir de 1990, sete vezes consecutivas para a Câmara dos Deputados?

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