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#ProgramaDiferente mostra que boa política é a maior derrotada deste segundo turno

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Na reta final deste segundo turno das eleições para presidente e governador, o que chama atenção é o acirramento dos discursos de ódio, a polarização acentuada do “nós” x “eles” no tom agressivo das campanhas eleitorais e o resgate de um rançoso e rancoroso enfrentamento entre esquerda e direita, muito mais no campo retórico do que propriamente no conteúdo pragmático das candidaturas, que se assemelham pelo vazio programático, pelo empobrecimento do debate e pela generalidade das propostas.

Há intensa troca de acusações entre os candidatos que disputam o segundo turno. Dos dois lados, parece interessar mais a desconstrução do adversário do que conseguir mostrar as suas próprias qualidades. O marketing de direita apela ao antipetismo insurgente na sociedade. Do lado contrário, a cartilha da velha esquerda tenta nos convencer da necessidade de uma frente de resistência à suposta escalada fascistoide saída das urnas neste 2018 e que poderia colocar em risco os avanços democráticos brasileiros. Pura guerra publicitária.

Com a postura beligerante dos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) na corrida presidencial, ou mesmo a reprodução dessa polarização insana na disputa pelo governo paulista entre João Doria (PSDB) e Marcio França (PSB), o #ProgramaDiferente (veja abaixo) registra por meio da propaganda oficial dos concorrentes neste segundo turno o absoluto fracasso do diálogo, do equilíbrio e do bom senso como instrumentos da prática da boa política. Um retrocesso imensurável.

 

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