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Para a economista Monica de Bolle, prioridade do próximo presidente deve ser agenda fiscal

Jair Magri/FPA/TV Cultura

Economista ressalta a necessidade de urgência nas reformas política e tributária

Ajustes de curto prazo nas contas públicas, acompanhados da reforma da Previdência, devem ser prioridade do novo presidente. A avaliação é da economista Monica de Bolle, 46 anos, em entrevista exclusiva à revista Política Democrática digital da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), lançada nesta quarta-feira (24), com conteúdo que pode ser acessado de graça pelos internautas (veja aqui).

“Eu acho que a agenda prioritária é a agenda fiscal”, afirma ela. “Não tem outra”, enfatiza.

Monica é a única mulher latino-americana a integrar a equipe do Peterson Institute for International Economics, nos Estados Unidos, e diretora do Programa de Estudos Latino Americanos da Johns Hopkins University, em Washington. Segundo ela, é preocupante a forma como os mercados e os investidores estão reagindo diante da hipótese de vitória do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, no segundo turno, no próximo domingo (28).

De acordo com a economista, a perspectiva de vitória de Bolsonaro carrega, entre alguns setores da sociedade, de forma equivocada, a noção de que tudo no País estará resolvido, como a aprovação da reforma da Previdência no Congresso e o novo ajuste fiscal. No entanto, acrescenta, não é isso que o candidato vem dizendo (veja aqui o vídeo).

Se não houver um ajuste fiscal logo no primeiro trimestre ou quadrimestre de governo, conforme avalia Mônica, “o Brasil vai de novo passar por um momento de extrema turbulência”.

“E não acho improvável que a gente tenha alguma recessão pela frente em algum momento”, diz a economista, que, na entrevista, também ressalta a urgente necessidade de o País também ter reformas política e tributária.

Na avaliação de Monica, tanto Bolsonaro quanto o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, não sabem o que fazer com as demandas econômicas do Brasil.

“É um país que está começando a sair de uma crise extremamente severa, com uma taxa de desemprego nas alturas, que hoje corre o risco de não reduzir essa taxa de desemprego e de até conseguir aumentá-la, porque os dois candidatos que estão aí não têm a menor noção do que fazer com as exigências econômicas do País”, analisa. (Assessoria FAP/Cleomar Almeida)

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