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Humberto Souto defende “greve dos municípios” de MG por liberação de recursos estaduais

Paulo Braga

O governo estadual está retendo recursos que não são dele", afirma Humberto Souto (PPS)

O prefeito de Montes Claros (MG), Humberto Souto (PPS), defendeu nesta segunda-feira (12), durante reunião da Amams (Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene), que todos os 853 municípios mineiros fechem as prefeituras de 3 a 7 de dezembro para protestar contra o atraso no repasse de recursos pelo governo estadual. Apenas os serviços essenciais de saúde e limpeza serão mantidos durante o “protesto”.

O objetivo do movimento é pressionar o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) para que determine ao governador Fernando Pimentel, do PT, efetuar os repasses imediatamente e para que o MPMG (Ministério Publico Estadual) ajuíze ações com a mesma finalidade.

“O bloqueio do estado atinge todas as cidades de Minas. O estado está retendo recursos que não são dele. É preciso que seja deflagrada uma greve geral dos municípios por tempo indefinido, até que os recursos sejam liberados”, defendeu Souto, ao participar do encontro da Amans, em Montes Claros, que reuniu 50 prefeitos ontem (12).

“Os municípios estão praticamente falidos”, afirma o presidente da Amams, Marcelo Félix (PSB). “Esperamos que, com a paralisação, o Tribunal de Justiça determine o fim do bloqueio dos recursos do estado, a fim de amenizar as dificuldades financeiras das prefeituras”, completa Félix.

Os prefeitos da Amams presentes na reunião decidiram ainda antecipar o fim do ano letivo nas escolas municipais para 30 de novembro e suspender o pagamento de despesas de funcionamento de escritórios de órgãos públicos estaduais como a Emater-MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) e o IEF (Instituto Estadual de Florestas).

A crise financeira, ocasionada pela falta de repasses do governo petista, sufoca os pequenos municípios, que sobrevivem quase que totalmente das transferências de recursos constitucionais, pois não têm geração própria de renda. (Com informações do Estado de Minas/Luiz Ribeiro)

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