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Brasil gasta com proteção social o mesmo que os países nórdicos, diz O Globo

Despesas com dívida pública são o dobro do verificado na América Latina

O Globo

O Brasil gasta com proteção social, incluindo Previdência e pensões, praticamente o mesmo que países nórdicos, que cobram mais impostos e têm população idosa duas vezes maior. Aqui, a despesa social representa 12,7% de tudo o que o país produz no ano: apenas 0,1 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) a menos que o grupo formado por Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia.

O custo brasileiro é 55% maior que o da média das 20 nações mais ricas do mundo. Para chegar a essa conclusão, técnicos do Tesouro Nacional reclassificaram as despesas de acordo com a metodologia usada internacionalmente e compararam os dados com os de 54 países. O grupo inclui os mais ricos, nações latino-americanas e países mais pobres.

Entre os países nórdicos, apesar de o gasto com proteção social ser praticamente igual ao do Brasil, a população idosa é muito mais numerosa. Enquanto no Brasil 18,9% da população têm mais de 65 anos, na Finlândia o percentual chega a 35,5%. O gasto com pensões também pesa. O Brasil gasta 2,6% do PIB com os chamados “pagamentos para sobreviventes”, enquanto os noruegueses gastam apenas 0,2% do PIB.

Com todo tipo de serviço público, os nórdicos gastam 34,4% do PIB. Já o Brasil tem um dispêndio de 33,7% do PIB. Isso não inclui as verbas de saúde e educação de estados e municípios, que são responsáveis pelas duas áreas. Mesmo assim, no geral, o país tem despesas maiores que as de economias avançadas, que somam 28,5%. Já o percentual dos sete países mais ricos do mundo é de somente 23,4% do PIB.

O estudo do Tesouro Nacional também mostra que os juros da dívida pública pesam aos cofres públicos o dobro do que em outros países da América Latina. O Brasil gasta 9,7% do PIB com serviços da dívida. Na América Latina, essa despesa é de 4,73% do PIB. Aqui, a Justiça também é mais cara: 1% do PIB. Dos países analisados, o Brasil é o terceiro colocado no quesito tribunais mais dispendiosos. (Gabriela Valente)

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