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Cai o número de mortes violentas no País

País registra queda no número de mortes violentas

São 39.183 assassinatos de janeiro a setembro contra 44.733 no mesmo período de 2017; ferramenta do G1 acompanha dados

O Globo

O Brasil teve, nos primeiros nove meses de 2018, uma redução de 12,4% no número de mortes violentas com relação ao mesmo período do ano passado. É o que mostra um levantamento feito pelo G1 e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública dentro do Monitor da Violência, parceria que conta ainda com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP). Os dados do índice nacional de homicídios, ferramenta criada pelo G1 que permite o acompanhamento das estatísticas de vítimas de crimes violentos mês a mês no país, mostram que, entre janeiro e setembro de 2018, 39.183 pessoas foram vítimas de homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.

Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais. Por outro lado, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que, entre janeiro e setembro de 2017, foram registradas 44.733 mortes violentas. O estudo mostra que houve uma redução de 5.550 vítimas em nove meses e que apenas dois estados (Roraima e Tocantins) tiveram aumento no número de mortes violentas. Sete estados apresentam uma redução superior a 20%, sendo que Alagoas teve a maior a redução: 26%. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que os dados apresentados pelo Monitor da Violência representam “uma grata surpresa”. Segundo ele, é preciso mais tempo para saber os motivos por trás da queda no número de mortes, mas alguns indícios já podem ser levantados.

O primeiro motivo, segundo ele, foi a criação de centros regionais de comando e controle por conta de realização de grandes eventos, como a Copa do Mundo, a Copa das Confederações e as Olimpíadas. Jungmann também cita as operações de busca e apreensão em presídios durante o ano, motivadas pela violência prisional que tomou conta de parte de 2017: — [As operações] foram feitas pelas Forças Armadas, retirando daí uma grande quantidade de armas, de munição. Para o ministro, o terceiro motivo foi a criação do Ministério da Segurança Pública e do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que estabelece diretrizes para a atuação conjunta de diferentes órgãos de segurança federais, estaduais e municipais.( DoG1)

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