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Investimentos de estados e municípios em saúde já superam os previstos pela Constituição, diz Carmen Zanotto

Cerca de 150 milhões de brasileiros dependem exclusivamente do SUS (Sistema Único de Saúde) para fazer uma consulta, exame ou cirurgia, de acordo com o CFM (Conselho Federal de Medicina). Diante dessa demanda, a melhoria da qualidade da rede pública de saúde pode ser um desafio para o novo governo.

Segundo a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), integrante da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, estados e municípios já colocam mais dinheiro na saúde do que a Constituição obriga, mas os gastos sempre aumentam.

“O orçamento da Saúde é limitado, a inflação nessa área é sempre maior do que a inflação geral em função do aumento dos insumos no setor, tanto medicamentos quanto materiais que normalmente superam a inflação”, afirma.

Mais Médicos

O atendimento básico de saúde no governo Bolsonaro deve sofrer os efeitos das mudanças feitas no programa Mais Médicos no final do governo Temer.

Outro desafio do novo governo é aumentar o acesso da população ao saneamento básico, já que a falta de redes de água e esgoto também onera os cofres da saúde pública.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cada Real investido em saneamento gera uma economia de 4,3 reais em gastos com saúde. (Com informações da Agência Câmara de Notícias)

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