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Brasil e mais 12 países reconhecem Guaidó como presidente interino da Venezuela

Reprodução/AFP

Em diversas cidades da Venezuela ocorrem atos contra o governo ditatorial de Maduro

O Brasil foi um dos primeiros países na América Latina a reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Estados Unidos, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru também condenaram o regime de Nicolás Maduro e declaram apoio a Guaidó, líder da oposição na Venezuela, que se autodeclarou presidente do País nesta quarta-feira (23).

“O Brasil apoiará política e economicamente o processo de transição para que a democracia e a paz social voltem à Venezuela”, disse o presidente Jair Bolsonaro, de Davos, em sua conta no Twitter.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil também divulgou comunicado sobre o reconhecimento de Guaidó.

“Brasil reconhece o Senhor Juan Guaidó como Presidente Encarregado da Venezuela. O Brasil apoiará política e economicamente o processo de transição para que a democracia e a paz social voltem à Venezuela”, disse em nota o Itamaraty.

Protestos

Em diversas cidades da Venezuela, ocorrem atos contra e a favor do presidente Nicolás Maduro. “Hoje, 23 de janeiro de 2019, em minha condição de presidente da Assembleia Nacional, invocando os artigos da Constituição Bolivariana da República da Venezuela, ante Deus todo poderoso, juro assumir formalmente as competências do Executivo Nacional como presidente encarregado de Venezuela”, afirmou Guaidó.

Antes do juramento, Guaidó reiterou a promessa de anistia aos militares que abandonarem Maduro e apelou para que fiquem “do lado do povo”. Segundo ele, é preciso reagir à “usurpação” do poder por parte do presidente da República, instaurar o governo de transição e eleições livres.

A ONG Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS) informou ontem (23) que pelo menos 13 pessoas morreram nas últimas horas em meio aos protestos contra o governo que abalaram o País nos últimos dias.

“Confirmamos 13 pessoas mortas nos protestos, este saldo só inclui vítimas com identificação confirmada”, afirmou a ONG na sua conta do Twitter.

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