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Eliziane Gama questiona ministra da Agricultura sobre uso de agrotóxicos e demarcação de terras indígenas

Geraldo Magela/Agência Senado

Senadora manifestou preocupação com a liberação do comércio desenfreado de agrotóxicos

Durante audiência da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, nesta quarta-feira (27), na Comissão de Agricultura e Reforma Agraria, a líder do PPS no Senado, Eliziane Gama (MA), a questionou sobre temas polêmicos relacionados à pasta, como a política de uso de agrotóxicos e demarcação de terras indígenas.

Eliziane demonstrou preocupação com a liberação do comércio desenfreado de agrotóxicos no País.

“Há uma falsa ideia de que a liberação do agrotóxico vai estimular a economia brasileira porque vai se investir em mais produtos. O Brasil flexibiliza 400 vezes mais as regras de licenciamento de agrotóxico do que a União Europeia. O Brasil não pode flexibilizar, isso é um problema gravíssimo. De 2016 a 2018 tivemos em média 30 ou 40 licenças por ano. Só em 2019, foram 70 licenças. Os agrotóxicos causam câncer e mortes. A ONU estima em 200 mil mortes por ano por doenças relacionadas ao agrotóxico”, informou.

Para a senadora, o governo federal tem que priorizar a saúde dos brasileiros.

“O olhar do governo tem que ser para todos e não apenas para o setor dos grandes produtores”, disse.

Eliziane trouxe dados de uma pesquisa da Fundação Fiocruz comprovando que o brasileiro consome 7,3 litros de agrotóxicos por ano.

Terras indígenas

Sobre a demarcação de terras indígenas, Eliziane questionou a posição do governo. A líder do PPS na Casa citou uma declaração antiga do presidente Jair Bolsonaro contrária às demarcações.

“Isso é grave porque nós temos uma população que está sendo dizimada, que está morrendo porque não há, dentre diversos fatores, uma garantia de demarcação de terras. Eles têm um direito constitucional e há algumas pegadinhas na tentativa de usurpar esses direitos”, avaliou.

Respostas

Em resposta aos temas abordados, a ministra Tereza Cristina disse discordar dos dados da pesquisa da Fundação Fiocruz dizendo que o cálculo está errado sem apresentar outros dados. Sobre a demarcação de terras indígenas, a ministra afirmou que não irá transgredir nenhuma lei.

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