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“O nosso regime político morreu. Somos um País estranho”, diz professor da Universidade de Brasília

Reprodução/UnB

O Congresso Nacional e o Poder Judiciário têm mordomias vergonhosas, diz o professor

Para Elimar Nascimento, novas lideranças políticas devem reinventar o regime

“O grande papel das novas lideranças políticas é a capacidade de reinventar um regime político no qual as pessoas confiem”, disse o professor do CDS (Centro de Desenvolvimento Sustentável) da UnB (Universidade de Brasília), Elimar Pinheiro do Nascimento, no 3º Encontro de Jovens Lideranças, realizado na semana passada pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), com apoio do PPS, em Padre Bernardo (GO),

O professor disse no evento, encerrado nesta quinta-feira (28) que a sociedade tem de buscar novas formas de decisão e participação.

“O nosso regime político morreu. Somos um País estranho”.

Apoiado pelo PPS (Partido Popular Socialista), o encontro começou no domingo (24), no Hotel Fazenda Mestre D’ Armas, no município no Leste de Goiás e a 115 quilômetros de Brasília.

“Tanto no interior da sociedade quanto no interior do Congresso e das instituições, em geral, sempre há núcleo de pessoas comprometidas com a renovação. Elas têm que aumentar sua eficiência. O desafio é esse”, destacou Nascimento.

“Como ser mais eficiente para ganhar o eleitor e mudar a política? Convencendo-o de que o caminho para a saída da decadência implica reformas importantes, reformas da política, do Estado, tributária. Reforma que reduza a desigualdade, aumentando a transparência e a capacidade de influência dos mais pobres. Que a gente consiga adotar políticas efetivamente inclusivas do ponto de vista econômico, político, cultural e social”, disse.

De acordo com o professor da UnB, a falta de renovação de lideranças políticas fortalece o caminho para a decadência.

“Grande parte dos eleitores de Bolsonaro votou nele para fazer renovação, a mudança, ou seja, combater a corrupção e a criminalidade, recuperar a economia, retirar o Estado da falência. Agora entre esse desejo e a capacidade de operar isso pelos governantes eleitos há um abismo, talvez intransponível”, afirmou Nascimento aos jovens.

A consequência de o País não renovar as lideranças políticas mostra, segundo o professor da UnB, que cada vez mais o País “está caminhando para decadência social e econômica”.

“Somos um País cada vez mais atrasado. Que mata mulheres todos os dias. Tem uma escola que é um lixo, assim como Congresso e Judiciário com mordomias vergonhosas. Temos instituições que interessam as corporações, e não à nação.” (Cleomar Almeida/Assessoria FAP)

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