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Secretarias de Cultura e da Mulher do DF traçam estratégias para combater violência de gênero

dfs Secretarias da Cultura e da Mulher do Distrito Federal vão trabalhar conjuntamente contra o feminicídio e a violência de gênero em Brasília. Em reunião na final de fevereiro na Biblioteca Nacional de Brasília, os titulares das pastas definiram linhas de ações para enfrentamento do problema. As campanhas já começaram no Carnaval.

“Valorizamos essa parceria, que começa agora, mas vai se estender ao longo da gestão Ibaneis”, explicou o secretário de Cultura Adão Cândido.

Para a titular da pasta da Mulher, Éricka Filipelli o combate efetivo a esses crimes é prioridade. “Estamos inaugurando um novo tempo para as mulheres do DF”, disse.

Filippelli chama a atenção para a dimensão que agressões contra as mulheres toma.

“A maioria dos casos de violência acontecem nos finais de semana, diante de filhos e impactam a sociedade”, disse.

Dados da Secretaria de Segurança Pública do DF mostraram que ocorrências dessa natureza aumentaram 50% no ano passado em relação a 2017. Pesquisa na USP aponta 107 casos de feminicídio registrados no noticiário nacional só este ano.

“O problema é que a divulgação parece ter um efeito reprodutor, inspirando agressores”, lamenta a secretária da Mulher.

No DF, em 2018, 27 mulheres morreram vítimas de feminicídio. A Secretaria de Segurança Pública está estudando esses casos numa câmara técnica a fim de subsidiar políticas públicas para o governo Ibaneis.

“A violência doméstica começa com sinais imperceptíveis ou que são subestimados pelas parceiras. Se não são enfrentados, aumentam e ameaçam a vida de mulheres e saúde emocional de filhos(as), que tendem a repetir tais lugares em suas vidas futuras, seja como agressores ou vítimas da violência”, alerta Filippelli.

O secretário de Cultura acredita que o Carnaval é um marco importante na parceria para mudar este cenário. Campanhas como “Eu sou do bloco do respeito”, idealizada pela secretaria de Cultura, “não é não” e “com a falta de respeito não se brinca”, motes trabalhados já no pré-Carnaval, mandam um sinal claro para a sociedade de que não pode haver tolerância para este tipo de comportamento. Lembram, ainda, o fato de que, pela primeira fez estará vigendo na folia a lei 13.718, que prevê pena de um a cinco anos de prisão para quem pratica a importunação sexual.

Atividades culturais

A reunião contou com a participação do coordenador da unidade de audiovisual da Secretaria de Cultura, Vanderlei Silva, e a atriz e produtora de cinema Naura Schneider, que protagonizou o filme “Vidas Partidas”, de 2016, que trata da violência doméstica. O longa fará parte da programação especial que o Cine Brasília apresenta de 6 a 10 de março em homenagem ao Dia da Mulher, celebrado no próximo dia 8.

Também está prevista para o dia 20 sessão especial de exibição do filme, com debate sobre o tema. “Violência contra mulher é um assunto grave no Brasil e tem apelo universal. Já viajei para vários países para discuti-lo”, diz Naura.

Adão Cândido aproveitou o encontro para falar do Polo de Audiovisual a ser criado e que poderá incentivar produção cultural com temas relevantes, como o combate ao preconceito e discriminação.

“Queremos criar um ambiente de negócios com matriz tributária agressiva para atrair investimentos em audiovisual. Brasília tem essa vocação”. (Secretaria de Cultura do DF)

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