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Otan: Roberto Freire critica Bolsonaro e diz que Brasil sempre foi contrário a militarização do Atlântico Sul

O presidente do PPS, Roberto Freire (SP), criticou, nesta sexta-feira (22), as declarações do presidente Jair Bolsonaro por ele ter cogitado a possibilidade de o Brasil integrar a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), já que historicamente o País sempre foi contrário a militarização do Atlântico Sul. Ele disse que mesmo no período da guerra fria, a proposta foi recusada pelo governo militar.

“Sempre fomos contrários”

“Historicamente sempre fomos contra a militarização do Atlântico Sul. Mesmo quando na oposição à ditadura militar, concordamos com a postura do general Ernesto Geisel de não admitir que o Brasil integrasse um pacto do Atlântico Sul, nos moldes da Otan. Ressalte-se, ainda, que essa decidida posição brasileira abortou esse pacto. Isso, frise-se, no período da “guerra fria”, lembrou

Segundo Freire, Bolsonaro colocou o País em posição subalterna ao cogitar a possibilidade e questionou se o presidente da República teria conversado com as Forças Armadas brasileiras sobre o tema.

“O governo Bolsonaro é um dos que mais militares tem no seu primeiro escalão. Será que seu chanceler e filhos ao menos escutaram os seus militares sobre essa questão? Eles concordam com isso? Pela primeira vez, um presidente coloca o País em uma posição de vergonhosa subalternidade aos interesses do governo norte-americano. Devemos e precisamos ser claramente contra isto. O Atlântico Sul deve continuar desmilitarizado”, defendeu

Convite

O presidente do EUA, Donald Trump, convidou o Brasil no início da semana para integrar a OTAN durante a visita oficial de Bolsonaro ao País. Em resposta, o presidente brasileiro afirmou que indicaria o País como um grande aliado “extra-Otan” ou, até mesmo, como um integrante fixo da organização militar que conta com 28 países .

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