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Insistência de Maduro em manter ditadura pode provocar guerra civil, diz Rubens Bueno

Robson Gonçalves

"É lamentável que Maduro continue resistindo e levando o país a um caos generalizado"

Integrante da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) disse nesta terça-feira (30) que a insistência de Nicolás Maduro de manter uma ditadura na Venezuela pode mergulhar o País em uma guerra civil. Confrontos entre as tropas fiéis a Maduro e os seguidores do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, que defende a retomada da democracia no País, tomam conta das ruas de Caracas. Os dois lados dizem contar com o apoio da maioria das Forças Armadas.

“O Brasil e a grande maioria das democracias do mundo vêm defendendo a saída de Maduro do poder. Mas ele insiste em manter sua ditadura, fraudou todas as últimas eleições, mergulhou o país na mais grave crise econômica de sua história e agora quer jogar o país em uma guerra civil. Nós reconhecemos a legitimidade de Guaidó para promover a retomada da democracia na Venezuela e repudiamos a postura de Maduro de atacar seu próprio povo”, afirmou Rubens Bueno.

Ao lado de Guaidó na marcha pela queda de Maduro está Leopoldo López, outro líder da oposição venezuelana, que cumpria prisão domiciliar e afirmou ter sido solto hoje após os soldados que vigiavam sua casa deixarem de reconhecer a liderança do chavista.

“O que acontece hoje na Venezuela é uma revolta contra um governo déspota. Sempre defendemos uma saída negociada para a crise na Venezuela, com a convocação de novas eleições. Pelo que estamos assistindo, a população cansou de esperar. É lamentável que Maduro continue resistindo e levando o país a um caos generalizado”, reforçou Rubens Bueno, que é contra uma intervenção militar externa no País.

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