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Ao lembrar 25 anos do Real, Rubens Bueno homenageia Itamar Franco

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O ex-presidente Itamar Franco fez a maior revolução econômica pós-Segunda Guerra no País

Em discurso no plenário da Câmara nesta terça-feira (02), o deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) lembrou os 25 anos da implantação do Plano Real, destacou a revolução econômica que ele proporcionou ao País, e homenageou o ex-presidente Itamar Franco, que teve a coragem de colocar as medidas em prática.

“O último dia 1° de julho marcou os 25 anos da implantação da nova moeda, o Real. A lembrança desta data vem exatamente reafirmar a necessidade de resgatarmos um dos mais importantes legados que o governo do saudoso Presidente Itamar Franco nos deixou: a estabilidade econômica e a redução da desigualdade no Brasil”, disse o deputado.

Rubens Bueno ressaltou que foi o Plano Real que lançou as bases para todos os avanços econômicos de que o Brasil passou a desfrutar e viabilizou uma das mais significativas conquistas da nossa sociedade: a redução drástica na desigualdade da distribuição de renda e a inserção social de milhões de brasileiros.

Rubens: Itamar foi homem de coragem

“Quero aqui prestar minhas homenagens ao saudoso ex-presidente Itamar Franco, homem limpo e decente que fez a maior revolução econômica pós-Segunda Guerra no mundo, e que há oito anos nos deixou, quando exercia mandato de senador pelo nosso partido, então PPS e agora Cidadania. Um homem de coragem, um conciliador que tanta falta faz hoje em um Brasil marcado por divisões, por disputas extremistas que em nada ajudam a retirar o país da crise que vivemos. Que possamos olhar para o passado e aprender com as lições deixadas por aqueles que implantaram o Plano Real”, afirmou.

Fernando Henrique

O parlamentar destacou também a importância do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco e como presidente do Brasil por dois mandatos seguidos implantou as medidas necessárias para o sucesso do plano.

“Infelizmente, os governos capitaneados pelo PT não deram os passos seguintes e necessários para o avanço de nossa economia. De início, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva surfou com os resultados do plano. Mas, a partir do governo de Dilma Rousseff, com a falta de compromisso com novas ações para garantir o equilíbrio fiscal e políticas irresponsáveis com relação aos gastos públicos, nossa economia começou a afundar e mergulhamos em uma crise que persiste até hoje”, lamentou.

Inflação

Rubens Bueno destacou que foi o Plano Real que debelou um mal que por tanto tempo assombrou o país: a inflação. As novas gerações, graças ao Plano Real, já nasceram sob a égide de uma economia estável, e hoje desconhecem o drama que foi o aumento diário dos preços. A inflação acumulada, em 1993, era de 2.780 por cento.

“Por conta de tamanha distorção dos preços, não havia, naquela época, a mínima noção de valor real dos bens e serviços. Até o dia 1º de julho de 1994, quando o real começou a tornar-se realidade, o trabalhador brasileiro recebia o seu salário de manhã e, à tarde, corria ao supermercado para comprar carne, arroz, feijão e açúcar, sob pena de ver, em questão de horas, seu salário reduzido pelo nefasto imposto inflacionário. Eram tempos difíceis”, rememorou.

O deputado disse ainda que se hoje o Real é uma realidade que mudou a vida dos brasileiros e os rumos do país para melhor, houve quem apostou no fracasso do Plano, acusando o presidente Itamar Franco de beneficiar o seu então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, na corrida da sucessão presidencial.

“Nas palavras do então candidato a Presidente da República, Lula, o Plano Real era o estelionato eleitoral. Opinião compartilhada pelo seu vice, senador Aloizio Mercadante, que lá dizia que isso era para impedir a vitória de Lula. Felizmente, o ex-presidente Lula e o ministro Mercadante mostraram-se equivocados. E hoje o Brasil inteiro reconhece o sucesso que foi o Plano Real”, disse.

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